“A Vale não vai sair de Itabira nem mesmo após o fim do minério”, diz gerente geral

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Rodrigo Chaves declarou que a Vale não “sairá de Itabira mesmo com o fim do minério” – Foto: RKio

O gerente de operações do complexo Minas Gerais, Rodrigo Chaves, abriu reunião pública sobre os projetos de alteamento da barragem do Itabiruçu, realizada nesta quinta-feira (27), declarando que a mineradora não deixará Itabira nos próximos dez anos, conforme previsões divulgadas recentemente em relatório da própria empresa, apresentado à agência que controla as bolsas de valores nos Estados Unidos, no final de maio.

“A Vale não deixará Itabira nos próximos dez anos como andaram dizendo nos últimos dias na cidade. Mesmo depois que o minério de ferro da cidade acabar, a empresa continuará em Itabira. Em um momento oportuno voltaremos a discutir este assunto, mas estaremos sempre participando de fóruns de discussões do futuro de Itabira. A Vale sempre estará e fará parte desse futuro”, afirmou o gerente, embora não tenha apresentado nenhum novo relatório com dados sobre a declaração.

O evento aconteceu na Câmara de Vereadores e reuniu convidados e autoridades públicas e empresários.

A mineradora convocou a reunião para apresentar novos planos de ações e licenciamentos ambientais para uma das suas maiores barragens de rejeito de minério em operação na cidade, a Itabiruçu, na mina de Conceição.

Evento lotou plenário da Câmara – Foto: RKio

Em maio deste ano a mineradora conseguiu nova licença, agora de 10 anos, para operar na Itabiruçu. A liberação foi autorizada pela Câmara de Atividades Minerárias (CAM), do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

A barragem já opera no limite de 833m e a nova licença permitirá que a Vale aumente a área útil de disposição de rejeito, permitindo atender a demanda da mina de Conceição, além de garantir a segurança operacional, mantendo uma borda livre para amortecimento de eventos climáticos. 

Em outro processo em tramitação no Copam, a mineradora quer aumentar a capacidade da barragem para 850m. Essa solicitação está em análise desde novembro de 2013.  Com essa capacidade a Vale estima que a vida útil da barragem seja estendida até o ano de 2030. 

As obras do projeto já começaram e devem durar 16 meses e gerar cerca de 411 oportunidades de emprego. Na primeira etapa, segundo dados apresentados durante a audiência foram contratados cerca de 90 profissionais, sendo 80% de mão de obra local, de acordo com a mineradora.

Com a conclusão das obras de alteamento, a Vale planeja produzir cerca de 9 milhões de toneladas de minério e garantir a manutenção de cerca de 4 mil trabalhadores diretos pelos próximos quinze anos.

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