Hulk fala de “falso 9”, artilharia no Atlético-MG e brinca com cabelo cortado: “Sansão ao contrário”

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Uma nova função em campo, a readaptação ao futebol brasileiro, conversa com Cuca, mais treinos, iluminação divina ou foi só o corte de cabelo? Cada um pode ter a versão para explicar o motivo que fez Hulk, de reserva sem ritmo e contestado, se tornar rapidamente artilheiro, protagonista e indispensável para o Atlético-MG em 2021.

Hulk fez cinco gols nos últimos três jogos. Se tornou goleador da equipe neste início de ano, além de ajudar o time diretamente a somar seis pontos na Copa Libertadores e alcançar a liderança do grupo H. Tudo começou logo após reclamar de falta de sequência com Cuca, publicamente.

Início de uma rusga, estancada com bola na rede. A polêmica surgiu depois de o Galo vencer o Athletic. Hulk jogou 90 minutos, sem destaque. No jogo seguinte, entrou no intervalo e fez os dois gols contra o América de Cali. O cabelo já estava cortado. Teria sido isso?

– É verdade, sansão ao contrário. Cortei o cabelo e as cosias começaram a fluir. Graças a Deus estou feliz de poder ajudar o Galo, fazendo bons jogos ao lado dos meus companheiros e queria dar continuidade – disse o jogador.

Nos primeiros jogos pelo Atlético, Hulk se posicionou mais aberto pelo lado direito. Parecia surgir ali uma concorrência com Jefferson Savarino. Hoje, se tornaram uma dupla predileta para o torcedor alvinegro, com Hulk mais centralizado, numa espécie de centroavante que troca de posição, recua, mas está na área para finalizar. Ou o “falso 9” que Guardiola implementou em Messi nos tempos dourados do Barcelona.

– Eu tive uma conversa com o professor Cuca, bem antes, ele disse que iria me experimentar como 9, falso 9. Falei que seria bacana, porque temos time com jogadores de qualidade e a bola chegaria ali com facilidade. Isso que vem acontecendo. Ali eu consigo participar mais dos jogos, vindo de 9, trocando posição com Keno, Savarino, Nacho, o que dificulta a marcação do adversário. Vem tudo correndo bem, esperamos entrosar cada vez mais nada e dar alegria à torcida do Atlético.

Outro fator explorado por Hulk na entrevista foi o tempo. Ele destacou que ficou 16 anos fora do futebol brasileiro, onde só tinha colecionado apenas dois jogos no profissional do Vitória antes de ir ao Japão. Fez carreira por lá, depois Porto, Zenit e China. Afirmou que precisava entender o futebol do Brasil nos primeiros jogos, e a evolução chegou.

– O início não tão bom é normal, até que começa a adaptação, são mais de 16 anos longe do Brasil, só fiz dois jogos aqui antes de ir embora com 18 anos. Precisava sentir isso, entender o futebol aqui. Graças a Deus, posso dizer que as coisas aconteceram logo. Me cobrei mais, procurei errar menos e as coisas vão acontecendo.

Fonte: Globo Esporte

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