Glaucius Detoffol Bragança – Filas e nós – Quinteto Violado

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Se você tem comparecido

ao centro de nossa cidade

ultimamente,

certamente tem se

deparado com

enormes FILAS

junto à Caixa Econômica Federal

e lotéricas.

 

Muitas vezes percebemos

ausência de distanciamento mínimo recomendável,

por outras,

ausência de máscaras

e em algumas situações: ambos.

Certo é que vivemos novos tempos.

O próximo já não pode ficar fisicamente próximo.

Ademais, diversos cuidados devem ser tomados.

Ocorre que se você lê esse texto,

você pertence a uma camada diferenciada da população.

Talvez não tenha se dado conta disso. Mas é!

 

Os analfabetos (pessoas sem condições nenhuma de ler e escrever)

somam quase 10% de nossa população.

 

Os analfabetos funcionais (pessoas que leem e escrevem, mas não compreendem a mensagem) somam quase 30% de nosso povo.

 

Somados a estes estão os analfabetos por convicção

(pessoas que leem e escrevem, mas por seu posicionamento pessoal

sequer se dão ao trabalho de terminar a leitura

e compreensão da mensagem).

Nos últimos tempos, estes têm se proliferado com

grande voracidade e

sequer possuímos como

mensurar seu crescimento.

 

De certo algum desavisado se perguntaria: esse texto fala sobre FILAS ou de analfabetismo?

A conscientização dos cidadãos passa

pelo acesso à informação e compreensão desta.

 

Como exigir daqueles com menor capacidade de conhecimento das orientações o mesmo comportamento que você tem?

 

Somos DIFERENTES.

Como cada linha desse texto.

Ademais, ocupamos um lugar na fila da vida.

Uns procurando progredir, outros sobreviver.

 

Cabe a cada um de nós,

portadores do conhecimento médio,

passar adiante a Palavra Acesa.

 

Ajudar quem precisa ser ajudado.

Fazer, verdadeiramente, o próximo… próximo.

 

Em era social, apontar o erro alheio fica ainda mais fácil.

Torna-se difícil mesmo o exercício de

olhar para dentro de si e compartilhar o melhor que temos.

 

Se o que nos consome fosse apenas fome

 Cantaria o pão

Como o que sugere a fome

 Para quem come

 Como o que sugere a fala

Para quem cala

Como que sugere a tinta

Para quem pinta

Como que sugere a cama

Para quem ama

Palavra quando acesa – Não queima em vão

 

Fale com o colunista: [email protected]

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Comentários 1

  1. Heraildo Marçal dos Santos says:

    QUE O GADU PROTEJA E ILUMINE PARA SEMPRE, PARABÉNS.

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