Juíza participa de oficina do Parlamento Jovem em Itabira

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Dra. Cibele Mourão apresentou diversos dados de uma pesquisa que mostra o panorama da violência contra a mulher no Brasil.

Números de uma pesquisa apresentada pela juíza Cibele Mourão Barroso Figueiredo, na oficina desta quarta-feira, 9 de maio, do Parlamento Jovem Itabira, retrataram a violência contra a mulher no Brasil. O tema é discutido pelos alunos do programa, que se reúnem toda semana para debater ideias e elaborar propostas. O encontro aconteceu na Câmara Municipal.

A pesquisa mostra que 41% da população brasileira (52 milhões de pessoas) conhecem um homem que já foi violento com a parceira. O levantamento releva que grande parte da população ainda tolera costumes e situações de violência contra a mulher. Nos casos de estupro, 27% dos entrevistados acreditam que a mulher tem culpa em alguns casos. Quando se trata de briga de casal, 78% da população prefere não interferir caso a violência não seja extrema.

Para a juíza, que lida cotidianamente com casos do tipo em Itabira, aplicando a Lei Maria da Penha, há um peso cultural por trás de dados tão preocupantes. “O machismo é ensinado dentro de casa e se propaga na escola”, afirma. Dra. Cibele chamou a atenção para os casos que começam com pequenas agressões e terminam em tragédia. “O desdobramento é natural e o triste é a gente ver isso paulatinamente. O casal vai à minha sala hoje, só ameaçou; vai amanhã, só bateu; vai depois eu faço o júri da mulher que morreu”, disse ela.

Durante a apresentação, os alunos fizeram perguntas, se posicionaram a respeito do tema e foram estimulados a interagir. De acordo com a magistrada, é preciso acontecer uma mudança cultural pelo fim da violência contra a mulher – e o trabalho desenvolvido pelo Parlamento Jovem segue esse propósito.

Encontros semanais

O tema Violência contra a Mulher vem sendo trabalhado pelos estudantes desde o lançamento do projeto, em março deste ano. De lá para cá foram realizadas 10 oficinas – dentro e fora da Câmara Municipal de Itabira – com a participação de autoridades diversas, como a delegada especializada em atendimento à mulher, Amanda Machado, e o professor de Direito da Funcesi, Leonardo Fioravante.

Em agosto, os alunos farão dois encontros regionais: um em Itabira no dia 3, e outro em João Monlevade no dia 14. Todos os estudantes do Polo Metropolitano II se reunirão. Na etapa regional as propostas elaboradas na etapa municipal são selecionadas e seguem para a terceira e última etapa do programa, a estadual, que ocorre em Belo Horizonte no final do ano.

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