Lateral do Cruzeiro, Edilson se explica após dizer que gostaria de voltar ao Grêmio ‘o mais rápido possível’

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O lateral-direito Edilson foi um dos principais reforços do Cruzeiro para a atual temporada. Contratado ao Grêmio, o jogador, de 31 anos, chegou ao clube mineiro após conquistar a Libertadores por seu antigo time. Em entrevista ao programa Bola das Costas, da Rádio Atlântida, nesta segunda-feira, ele relembrou a passagem pelo Tricolor Gaúcho e afirmou que tem pretensões de voltar para Porto Alegre “o mais rápido possível”. Horas depois das declarações, que repercutiram mal entre os cruzeirenses, o atleta se explicou.

“Tinha 31 anos, recebi uma proposta muito boa. Foi a maior da minha vida e acho que foi a maior para um lateral do futebol brasileiro. O carinho e a gratidão pelo Grêmio vai ser eterna. Espero que eu volte o mais rápido possível, porque aqui realmente é minha casa”, disse ele depois de ser perguntado pelo apresentador do programa como se sentia assistindo ao time do Grêmio. (Veja, abaixo desta reportagem, o programa na íntegra).
 
As afirmações não repercutiram bem entre os cruzeirenses nas redes sociais. Diante disso, o lateral-direito usou o Instagram para se justificar. Ele acusou a Rádio Atlântida de divulgar só um trecho da entrevista, justamente o que ele diz que gostaria de retornar ao Grêmio “o mais rápido possível”. Nas explicações, Edilson garante que esse não é seu objetivo, reforça o respeito ao torcedor do Cruzeiro e projeta criar um vínculo maior em Belo Horizonte. Veja o pronunciamento na íntegra:
 
“Queria deixar uma mensagem para todos os torcedores do Cruzeiro, sobre um vídeo, que gravei para uma rádio, que eles mostraram uma parte e não mostraram a outra. No momento também falei, na entrevista, que tenho muito respeito pela torcida do Cruzeiro, que fui muito recebido em Belo Horizonte, pelos torcedores. Acredito que todo respeito, é muito recíproco, porque eu tento mostrar isso dentro de dedicação com toda minha dedicação. A gente vai criar um vínculo maior. Eu conquistando mais títulos, e é isso que eu espero neste meu tempo de contrato. E se eu fui para aí, é por que tinha muita vontade de jogar pelo Cruzeiro. Realmente é uma felicidade gigante, estar com a torcida, sentir o calor da torcida. Então, só explicar isso aí, pois as vezes eles postam coisas, e deixam de postar outras coisas que realmente a gente fala. Eu nunca escondi em momento algum, o carinho e respeito que também tenho pela torcida do Grêmio. Acho que conquistei títulos importantes aqui, então o carinho sempre vai existir. Mas em momento algum eu quis e falei desrespeitando a torcida no qual acabei de conquistar um título importante – o Campeonato Mineiro –, um campeonato muito difícil, e no qual tenho certeza absoluta que o vínculo maior vai ser estendido com títulos e conquistas, e é isso que espero. Normalmente eu não explico, mas eu sei que falei uma frase e não soltarem todas as outras coisas que falei. Só pra deixar bem claro isso aí”, disse.
 
 
Na atual temporada, Edilson atuou em apenas dez das 24 partidas disputadas pelo Cruzeiro. O jogador não entra em campo desde a vitória cruzeirense sobre a Universidad de Chile por 7 a 0, no dia 26 de abril, pela quarta rodada da Copa Libertadores – no duelo, ele sentiu dores após uma pancada na fíbula do pé esquerdo.
 
Pelo Grêmio, Edilson também sofreu com problemas musculares. Entretanto, na sua segunda passagem pela equipe gaúcha, o lateral conquistou a Copa do Brasil, em 2016, e a Libertadores, em 2017. As conquistas pelo Tricolor e o carinho da torcida foram suficientes para o jogador criar um vínculo afetuoso com o time. 
 
Durante a entrevista à Rádio Atlântida, o lateral-direito também comentou como foi a sensação de reencontrar o Grêmio, mas como adversário. Ele foi titular na derrota do Cruzeiro por 1 a 0, em pleno Mineirão, na partida realizada em 14 de abril. “Foi muito difícil o primeiro jogo nosso contra o Grêmio. Eu olhava e via os caras que eram meus companheiros há três meses atrás. Estava com medo de jogar bola errada, tocar errado. Acho que foi tanta identificação com o clube durante esse tempo de convívio, que realmente me deu um trevo na cabeça na hora de entrar em campo. Foi difícil. Depois que entramos em campo foi uma roda, um chocolate do Grêmio”, afirmou.

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