Israel e Nova Zelândia aprovam uso de spray nasal contra Covid-19

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Um spray nasal de óxido nítrico, que pode ajudar a pevinir e controlar a transmisão do vírus que causa a Covid-19, foi aprovado nesta segunda-feira (22/03) para venda em Isreal e também na Nova Zelândia. A informação foi divulgada pela empresa fabricante do produto, a canadense SaNOtize, que produz o spray, chamdo Enovid em Israel.

Em Israel ele estará disponível ao público a partir de junho, já na Nova Zelândia, o órgão regulador de medicamentos no país autorizou a venda e distribuição comercial ao público geral imediatamente.

Vale ressaltar que este não é o spray nasal que é negociado pelo governo brasileiro, o EXO-CD24, desenvolvido em Israel e que motivou a ida de uma comitiva do governo brasileiro ao país para conhecer o produto ainda em testes por lá. O assunto correu o mundo após divulgação da agência Reuters. A rede CNN disse que conversou com o laboratório e ele explicou a diferença dos dois sprays. “O governo [brasileiro] está negociando o tratamento errado. [O spray da] SaNOtize é diferente, muito mais avançado [no desenvolvimento] e com resultados mais fortes que o EXO-CD”, disse a assessoria da SaNOtize em resposta à CNN. 

O Enovid protege os usuários de vírus que entram no corpo através das vias nasais superiores. Na semana passada, a SaNOtize e o Fundo dos Hospitais Ashford e St Peter’s do NHS (sistema de saúde inglês), de Surrey, no Reino Unido, anunciaram os resultados dos testes clínicos do Nons, que mostraram que ele é um tratamento antiviral efetivo e que pode ajudar a prevenir a transmissão da Covid-19, diminuir os dias de infecção e reduzir a severidade dos sintomas e danos em pessoas que já estão com a doença.

Chris Miller, diretor científico da SaNOtize, disse que a formulação de óxido nítrico para uso em humanos deve “matar os vírus nas vias aéreas superiores, prevenindo que eles fiquem em incubação e se espalhem pelos pulmões”. 

Importante lembrar que, apesar da Nova Zelândia aderir ao tratamento precoce contra o coronavírus, o país é um dos menos afetados do mundo pela pandemia. O país não dispensa a quarentena a cada novo caso. Recentemente um novo caso foi detectado em Auckland e com isso, todas a região, de cerca de dois milhões de habitantes, foi isolada e ficou por duas semanas em restrições severas, inclusive para os serviçoes essenciais, como supermercados. No total, a Nova Zelândia registrou 2.462 casos e 26 mortes por covid-19 desde o início da pandemia. A vacinação no país deve comerçar somente no segundo semetre com vacinas da Pfizer, segundo anunciou a Primeira Ministra, Jacinda Arden.

Isreal viu os números de Covid-19 despencarem após unir um efetivo lockdown com vacinação em massa. O país é o mais adiantado em vacinação em todo o mundo. Foram 827.772 casos registrados até esta segunda-feira (22), com 6.092 mortes.

Tratamento precoce

Enquanto o Spray autorizado em Israel e Nova Zelândia comprovadamente podem reduzir a gravidade da doença, o uso da Ivermectina ganhou novo capitúlo nesta segunda-feira (22). A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) desaconselhou o uso do medicamento na prevenção ou tratamento da Covid-19.  A EMA “concluiu que os dados disponíveis não apoiam seu uso para a Covid-19 fora dos ensaios clínicos”, declarou a agência. Ainda segundo a agência, mais estudos “são necessários para tirar conclusões sobre a eficácia e segurança do produto na prevenção e tratamento da Covid-19”. O uso desse medicamento como tratamento contra a Covid-19 também não está autorizado na União Europeia, e a EMA não recebeu o pedido, disse o regulador europeu.

“Estudos em laboratório mostraram que a ivermectina pode bloquear a replicação do SARS-CoV-2, mas em concentrações muito superiores às obtidas com as doses atualmente autorizadas”, explicou a EMA.

*Por Rádio 98FM

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