Nivaldo Ferreira dos Santos – Segurança alimentar para todos

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Alguns meses atrás a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estabeleceu o tema de suas ações para 2021 definindo este como o “Ano Internacional das Frutas e Legumes” e também criando mais duas datas de referência diretamente ligadas à alimentação e à agricultura: 21 de maio passou a ser o “Dia Internacional do Chá” e 29 de setembro ficou definido como “Dia Internacional de Consciencialização sobre Perda e Desperdício de Alimentos”.

No texto de hoje vamos esclarecer um pouco sobre a FAO e sobre os temas deste ano e dos dias destacados.

ORGANIZAÇÃO PARA A ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA

 Conforme as informações disponíveis no sítio eletrônico (www.fao.org), a FAO é uma “agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços internacionais para erradicar a fome no mundo” e tem como objetivo “alcançar a segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de boa qualidade suficientes para terem uma vida ativa e saudável” – a FAO conta com 194 Estados Membros e trabalha em mais de 130 países em todo o mundo e destaca em seu sítio eletrônico a seguinte frase: “Acreditamos que todos podem desempenhar um papel na erradicação da fome”.

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas que estabeleceu as comemorações citadas no início deste texto a Diretora-Geral Adjunta da FAO para o Clima e os Recursos Naturais, Maria Helena Semedo, afirmou que “sem dietas saudáveis, não podemos esperar acabar com a desnutrição, e não erradicaremos a fome a menos que reduzamos as perdas de alimentos. Ao destacar o valor das frutas e legumes e os danos causados ​​pelas perdas e desperdícios, a ONU deu um passo decisivo para promover sistemas alimentares mais justos, ecológicos e mais eficientes” e também que “honrar o chá é uma homenagem às legiões de pequenos agricultores que ajudam a produzir a bebida favorita do mundo, depois da própria água”. Na mesma Assembleia Geral outras resoluções adotadas pela ONU tiveram como foco: o progresso e os desafios relacionados com agricultura, segurança alimentar e nutrição; desenvolvimento sustentável das montanhas; o papel da tecnologia agrícola; a importância das fibras vegetais naturais para a subsistência e o meio ambiente; e a necessidade de erradicar a pobreza rural.

FRUTAS E VEGETAIS

O Chile foi destacado como “defensor da dedicação de um ‘ano internacional’ à promoção de frutas e verduras, que possuem qualidades nutricionais conhecidas e também contribuem para a prevenção de doenças não transmissíveis (DNTs)”. A FAO e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que “cada adulto consuma pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais diariamente para prevenir DNTs crónicas, incluindo doenças cardíacas, cancro, diabetes e obesidade, bem como para combater deficiências de micronutrientes”.

Além disso, o texto do sítio eletrônico da FAO destaca que “a defesa de produtos frescos também se encaixa com o objetivo de fortalecer o papel dos pequenos agricultores e agricultores familiares e promove opções mais amplas de mercado para milhões de famílias rurais” e que “as oportunidades de igualdade de gênero também são dignas de nota, pois as mulheres desempenham papéis de liderança nas famílias, tanto na produção quanto no consumo de frutas e legumes”.

CHÁ

Em relação ao “Dia Internacional do Chá” (21 de maio), o texto destaca que a proposta foi liderada pela República Popular da China após a 23ª Sessão do Grupo Intergovernamental sobre o Chá, realizada em Hangzhou em maio de 2018 e que a criação da data “visa reconhecer e promover a contribuição da erva para a saúde humana, socialização, patrimônio cultural, desenvolvimento rural e meios de subsistência sustentáveis”, uma vez que “o chá é uma das principais culturas lucrativas para milhões de famílias nos países em desenvolvimento e, como um setor de trabalho intensivo, incluindo processamento, o setor fornece empregos em áreas remotas e economicamente desfavorecidas”.

Além disso, “o setor de chá contribui para os principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, reduzindo notavelmente a pobreza e erradicando a fome, criando empregos, gerando renda e melhorando os meios de subsistência das comunidades envolvidas em atividades de produção”.

PERDAS E DESPERDÍCIOS DE ALIMENTOS

Já sobre o “Dia Internacional de Conscientização sobre Perda e Desperdício de Alimentos” (29 de setembro), foi destacado que Andorra e São Marinho desempenharam um papel fundamental na proposta que se tornou “uma oportunidade para aprimorar o foco na necessidade de reduzir o desperdício e a perda de alimentos e como esta medida pode contribuir para o desenvolvimento sustentável”. Conforme explorado de forma detalhada no Relatório “O Estado da Segurança e Nutrição Alimentar no Mundo”, publicado pela FAO em 2019, “a perda e o desperdício de alimentos acarretam emissões significativas que exacerbam o desafio das alterações climáticas e o impacto na segurança alimentar” e as estimativas são de que “14% dos alimentos do mundo sejam perdidos ao longo da cadeia, desde o ponto de colheita até a comercialização, e provavelmente ainda mais será desperdiçado mais tarde”.

Pois bem: o que cada um de nós pode fazer para participar e contribuir em relação a esses temas?

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