EM BH – Avião de pequeno porte cai minutos depois de decolar do aeroporto Carlos Prates

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Avião caiu bem perto das casas da rua Arthur Haas, no Carlos Prates
Foto: Cristiane Mattos/ O TEMPO

Um avião de pequeno porte caiu em um barranco ao lado do Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (23).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o avião monomotor do modelo Cesna tinha acabado de iniciar a decolagem, quando houve uma pane mecânica e ele caiu em uma mata ao lado da pista.

Duas pessoas estavam no veículo e não se feriram. A aeronave era pilotada por Victor Clark Santos, que tinha habilitação. “Quando chegamos, os tripulantes já estavam fora da aeronave. Eles contaram que estavam tentando decolar, quando houve uma pane e precisaram voltar para a pista. A cerca em volta do aeroporto ajudou a segurar a aeronave”, explicou o tenente Arthur Ferreira, do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

O avião ficou preso em um barranco e precisou ser estabilizado pelos bombeiros. Além do isolamento, a equipe aplicou água com espuma para manter o veículo resfriado e evitar explosão.

Acidentes recorrentes

Carlos Alberto de Freitas, de 76 anos, já perdeu as contas de quantos aviões já viu cair nas imediações do Aeroporto Carlos Prates. Morador da região desde que nasceu, ele disse que, dessa vez, só ouviu o barulho e viu as movimentações. “Mas eu já escapei de um acidente.porque o piloto conseguiu manobrar antes de cair em cima de mim, já ajudei a tirar duas pessoas de aeronaves que caíram”, conta Freitas.

Por volta das 8h, o engenheiro Cesar Borges estava tomando café da manhã, quando ouviu um barulho. A aeronave caiu a 50 metros da casa dele.”Eu já contei cinco acidentes em 14 anos. Eles tinham falado que se caísse mais um, fecharam o aeroporto, mas eu acho que só fecharão daqui 150 anos, conta Borges.

Daniela Ceribelli estava na laje da casa dela, brincando com o neto, quando ouviu um estrondo. “O avião foi andando devagarinho e escorregou . Eu cheguei a ver duas pessoas saindo de dentro dele, aí depois chegou ajuda”, conta Daniela.

Veralice Pereira,43, mora na rua Arthur Haas há mais de 30 anos. Ela já viu pelo menos sete acidentes parecidos. “Eu achei que era um muro de uma obra que tinha caído. Quando cheguei aqui era o avião que tinha caído atrás da minha casa.  Ficamos apavorados com medo dele descer e atingir a gente”, conta Veralice, que chegou a ver quando duas pessoas saíram de dentro da aeronave.

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