Global, social e barato, álcool mata mais que o crack no Brasil e no mundo

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No Brasil e no mundo, ele mata mais que o crack, conforme atesta levantamento da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Mais que um vício, o alcoolismo é uma doença, responsável ainda pela vitimização de um número sem fim de pessoas próximas, os chamados codependentes.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que no mundo são registrados todos os anos 3 milhões de mortes resultantes do uso nocivo de álcool, o que representa 5,3% do total de óbitos. O consumo nocivo da bebida é fator causal de mais de 200 doenças e lesões. E mais: 5,1% da carga mundial de doenças e lesões é atribuído ao consumo de álcool, conforme calculado em termos de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade (Daly, sigla em inglês). As consequências aparecem cedo. Entre pessoas de 20 a 39 anos, cerca de 13,5% do total de mortes em todo o mundo são atribuíveis ao álcool.

Os resultados mostram que grande parte dos dados considerados mais alarmantes em relação ao uso de drogas no Brasil não estão relacionados às substâncias ilícitas, mas, sim, ao álcool. Mais da metade da população brasileira de 12 a 65 anos declarou ter consumido bebida alcoólica alguma vez na vida. Cerca de 46 milhões (30,1%) informaram ter consumido pelo menos uma dose nos 30 dias anteriores. E aproximadamente 2,3 milhões de pessoas (1,5% desse grupo etário) apresentaram critérios para a dependência de álcool nos 12 meses que antecederam a pesquisa.

A percepção do brasileiro quanto às drogas atrela mais risco ao uso do crack do que ao álcool: 44,5% acham que o primeiro é a droga associada ao maior número de mortes no país, enquanto apenas 26,7% colocariam o álcool no topo do ranking.

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