Brasil, Economia

Minério de ferro e China impulsionam Vale na Bolsa

A mineradora se aproxima do valor de mercado registrado antes do rompimento da barragem em Brumadinho (MG)

EXAME

São Paulo – As ações da Vale subiam mais de 5% na tarde desta terça-feira (11/06). Por volta das 14h45, os papéis eram vendidos por 50,95 reais, cada um. O bom desempenho da Vale contribuía para a alta do Ibovespa, que subia 1,32% aos 98 mil.

As ações da mineradora eram impactadas pela disparada de 6% nos preços futuros do minério de ferro na China. A alta da commodity também contribuia para o bom desempenho da CSN (+5,28%, Bradespar (+4,31%) Gerdau (+3,60%) e Usiminas (+3,55%) na B3.

Além da alta do minério de ferro, as companhias reagem positivamente a notícia de que a China permitirá que os governos  locais usem os recursos de títulos especiais para importantes projetos de investimento, incluindo estradas, oferta de gás e energia e ferrovias.

Pré-Brumadinho

A Vale tem um peso de cerca de 12% no Ibovespa. Desde início do ano, os papéis da companhia acumulam leve valorização de 0,08%. Atualmente, o valor de mercado da companhia é de R$ 269,46 bilhões.

A empresa está próxima de voltar ao valor de mercado de R$ 296,7 bilhões registrado antes do rompimento da barragem na mina de ferro Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), em janeiro deste ano. O rompimento da barragem fez mais de 200 vítimas fatais e mais de 30 pessoas desaparecidas até o momento.

Após Brumadinho, a Vale registrou prejuízo líquido de 1,64 bilhão de dólares no primeiro trimestre, contra lucro de 1,59 bilhão de dólares no mesmo período de 2018, com impactos do desastre de Brumadinho, que provocou ainda seu primeiro Ebitda ajustado negativo de sua história.

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