Mundo, Política

Maduro faz acordo com Cruz Vermelha para ajuda humanitária à Venezuela

País atravessa uma severa crise econômica que ocasiona escassez de remédios e material médico há cinco anos

EXAME

Caracas — O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quarta-feira (10/04) um acordo com a Cruz Vermelha para a entrada de ajuda humanitária ao seu país, depois que teve um encontro com o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer.

“Chegamos a um acordo, os comitês internacionais da Cruz Vermelha e o governo bolivariano, de trabalhar conjuntamente com os organismos da ONU para trazer à Venezuela todo o apoio, toda a ajuda de caráter humanitário que possa ser trazida”, disse Maduro em transmissão obrigatória de rádio e televisão.

A Venezuela atravessa uma severa crise econômica que ocasiona escassez de remédios e material médico há cinco anos e, em fevereiro deste ano, a oposição venezuelana esperava ingressar no país doações dos Estados Unidos e outros países armazenados no Brasil, na Colômbia e em Curaçao, mas estas foram bloqueadas por ordem de Maduro.

No anúncio de hoje, Maduro não fez referência a este fato, mas explicou que seu chanceler, Jorge Arreaza, trabalha para negociar um documento “formal” com a Cruz Vermelha onde se estabeleçam os parâmetros da entrada de ajudas para que o Comitê Internacional do organismo seja o “reitor” de todos os “mecanismos” que queiram ajudar.

Por sua parte, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha assegurou que essa organização está disposta a atuar na crise da Venezuela e reduzir seus “impactos negativos” sobre os cidadãos.

Maurer visitou a Venezuela durante cinco dias e teve encontros com Maduro e vários ministros do seu gabinete, os dois vice-presidentes do parlamento, assim como com médicos, enfermeiras, pacientes e associações civis.

“Há um muito bom espírito de cooperação”, disse Maurer durante um encontro com jornalistas em Caracas ao término da sua visita.

Na ocasião, indicou que a Cruz Vermelha viu as dificuldades de alguns hospitais para prestar serviços ao povo por falta de água ou eletricidade e garantiu que também podem cooperar nessas áreas, assim como na reabilitação de centros de saúde.

“Mas não podemos reabilitar todo o sistema de saúde e não podemos resolver todos os problemas”, ressaltou.

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