Minas Gerais, Polícia

Bebidas famosas são ‘batizadas’ no quintal de casa em BH

Portal Hoje em Dia

Bebidas famosas vendidas pela metade do preço, mas produzidas de forma caseira em um ambiente sem as mínimas condições de higiene. Essa foi a “mistura” encontrada pela Polícia Civil em uma residência que funcionava como uma fábrica clandestina no bairro Providência, Norte de BH. O responsável pelo local foi preso. 

A suspeita é a de que ele comercializava Vodca, Gim e Uísque adulterados há dois anos. Os investigadores chegaram até o homem, de 42 anos, após denúncias anônimas. O monitoramento durou duas semanas.

Na terça-feira (15/01), ele foi abordado na avenida José Cândido da Silveira, na região Nordeste, quando seguia para negociar mais um lote do produto. “O carro estava cheio de bebidas”, contou o delegado Daniel Augusto Reis, da Delegacia de Fraudes. O caso foi apresentado ontem à imprensa.

Ao ser questionado, o homem levou os policiais até a casa dele. Lá, foram encontrados 200 garrafas, rótulos e tampas. “Primeiro, ele nos disse que usava produtos originais inferiores e colocava em garrafas com rótulos de marcas mais caras. Contudo, encontramos álcool de cereais, essências e corantes, o que leva a crer que ali ele também produzia bebidas”.

Os itens recolhidos serão periciados. “Agora vamos descobrir onde o suspeito conseguia o material e quem eram os compradores”, disse Daniel Reis.

Dentre as perguntas a serem respondidas é se as pessoas que adquiriam as bebidas sabiam que se tratavam de falsificações. “Estamos falando de produtos que colocam a vida do consumidor em risco por não haver mínimas condições sanitárias”, reforça o delegado.

Membro do Conselho Regional de Nutrição de Minas Gerais, Rafael Teixeira de Mattos complementa que, dentre as consequências a quem consome alimentos do tipo, estão os danos hepáticos graves. “Principalmente porque nem se conhece o teor de álcool utilizado na fabricação”.

Pela falsificação de produtos alimentícios, o suspeito pode ser condenado de quatro a oito anos de prisão. “É considerado crime hediondo, não cabendo fiança”, explicou Daniel Reis.

Ficha limpa

O homem detido não tinha passagem pela polícia. Segundo os investigadores, ele teria dito que trabalhava como produtor e vendedor de bolsas.

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