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TV – Conheça os concorrentes ao prêmio de R$ 1,5 milhão no Big Brother Brasil 2019

* Informações do G1
O anúncio dos brothers e sisters que participam da 19ª edição do Big Brother Brasil  será feito ao longo da programação da TV Globo, nesta quarta-feira(9). O primeiro nome foi anunciado no intervalo do Vídeo Show, com apresentação de Joaquim Lopes e Sophia Abrahão.

O primeiro brother a ser anunciado é o administrador e empresário de Criciuma (SC) Alan, de 26 anos. O brother concedeu entrevista a Ana Clara, participante do BBB 18, no confinamento no hotel. Ele afirmou que mora com a mãe, irmã e quatro cachorros. É amante de esportes, como a natação. Alan disse que já sente falta de estar ao ar livre, na rua. 

Ainda na época em que cursava a faculdade de comércio exterior, Alan montou empresa com o pai e até hoje é dono de uma distribuidora de produtos para carros em postos de gasolina e mercados.  Quando o pai faleceu, ele assumiu sozinho o negócio.  “Dei trabalho quando era adolescente, mas aí criei juízo e vi que família é tudo”. Se considera um cara equilibrado, amoroso, atencioso e acredita muito no poder da energia. Diz ainda que é autoconfiante e que isso é, ao mesmo tempo, sua qualidade e seu maior defeito.
(foto: TV Globo/Reprodução)
 
Alan tem duas paixões: animais e praia, que considera seu lugar favorito. Há quatro anos, surfa todo fim de semana e tenta equilibrar a prática do esporte com a vida social.  Solteiro, adora uma festa e afirma que já foi mais baladeiro durante a adolescência, mas que agora está em uma fase mais tranquila e gosta passar o tempo com a família e amigos. “Sou mais do esporte que da noite”. Ele tem quatro cachorros adotados. “Os dois últimos que peguei começaram a seguir meu carro. Estavam cheios de pulgas e carrapatos. Não teve como. Tive que levar pra casa. Se vejo um cachorro sofrendo, me coloco no lugar dele”.
 
Diz que está preparado para o jogo e acha que pode se sair bem nas provas de resistência. Para Alan, entrar no BBB é a grande chance da vida: “Eu não vou ser só mais um. Não quero ser um desconhecido! E, para isso, tenho que ganhar”. 

A publicitária e empresária de Salvador Carolina, de 33, foi o segundo nome anunciado. A sister disse que prefere fazer o jogo em grupo. “A galera vai gostar da minha autenticidade. Meu jeito verdadeiro de ser. Jogar em grupo é bem legal. Vou ter um grupo”, adiantou à Ana Clara.

Com a irmã, ela comanda agência de viagens e um brechó. Carol conta que é uma pessoa do dia, praiana. Passou uma temporada em Londres e na Califórnia para estudar inglês. Na época que cursava publicidade, chegou a fazer estágios na área, mas nunca se identificou completamente com a profissão. Apaixonada por esporte, esta ariana diz que a única coisa que nunca pode faltar na sua mala de viagem é um par de tênis.
 
Para ela, as atividades físicas que sempre pratica vão ajudar nas provas do BBB. “Prova de resistência é comigo!”, diz. Comunicativa e alegre, diz que tem personalidade forte e pavio curto, mas também se considera verdadeira e amiga. Tem um leve mau-humor matinal, se irrita com lerdeza e não costuma levar desaforo para casa.
 
“Tento trabalhar minha impaciência na terapia”. Mas acredita ter uma luz divina que a faz conseguir conversar com todas as tribos e que este pode ser o seu diferencial no jogo. “Sou uma pessoa muito amiga, muito companheira. E tenho muita felicidade em viver”.
 
Carol era muito tímida na infância, mas com a ajuda da mãe médica superou. Hoje se diz pronta para impressionar no programa. “Vocês podem esperar uma baiana completa na casa. Arretada, com gingado, com história, com papo e personalidade forte. Sou a baiana que está faltando no BBB”.

O terceiro participante anunciado é estudante de biologia e vendedor de picolé, o carioca Danrley, de 19. Ele é morador da Rocinha, comunidade localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. Estudioso, Danrley sonha ser professor e para isso deu os primeiros passos: foi aprovado no curso de física de uma universidade pública fluminense e, recentemente, mudou para o curso de ciências biológicas.

De manhã, dedica-se aos estudos. Para ajudar na renda familiar, dá aulas particulares de física. Nos fins de semana, trabalha como vendedor de picolé na praia. Esforçado e estudioso, diz que corre atrás de seus sonhos, mas também não perde uma boa balada e ama baile funk. Gosta de dançar, mas brinca que este não é seu principal talento. “Já aviso aos meus amigos: se for pra não passar vergonha eu nem vou às festas”.
 
Se considera bem-humorado, diz que adora conhecer pessoas novas, é amigável e valoriza as relações interpessoais. Mas também que tem opinião forte, não foge de discussões e se considera competitivo. Filho temporão, Danrley mora com os pais, tem três irmãos e os considera seus melhores amigos. Como auxiliar de serviços gerais, a mãe mantém a família. O pai tem um bar na comunidade. Entrar no BBB representa para Danrley a possibilidade de dar uma vida melhor para a família, e até para a sua comunidade. 

O quarto nome a ser anunciado foi o empresário e criador de cavalos Diego, de 30. Atualmente, ele mora em Curitiba, no Paraná, mas é natural de Rio Negrinho, município de Santa Catarina, local onde morou com seus pais até completar 18 anos, quando se mudou para terminar o ensino médio.

A vocação para os negócios começou cedo, aos 20 anos, quando, antes mesmo de entrar na faculdade, montou seu primeiro empreendimento com a ajuda do pai: uma loja de móveis que acaba de completar dez anos. Além da loja, tem uma criação de cavalos e participa de rodeios no sul do Brasil na modalidade laço comprido e foi campeão Nacional. “Cavalo é uma paixão que vem desde criança, mas também um negócio de família”.
 
Extrovertido, prático e racional, diz que é fácil conviver com ele, mas que não gosta de gente mal-humorada. Se considera um pouco autoritário, teimoso, diz que não muda de personalidade para agradar os outros, mas garante que é verdadeiro e preza os valores familiares. Tem uma irmã e uma ótima relação com a família que, para ele, é a base de tudo. “Graças a Deus tenho uma família muito unida e abençoada”.  Amante do universo sertanejo, frequenta eventos de montaria. Foi baladeiro, mas diz que atualmente prefere programas como um bom churrasco na fazenda. 

A engenheira agrônoma Elana, de 25, foi a quinta participante a ser anunciada. O trabalho, de coletar amostras de solo para análise exige sacrifícios, como ficar sob o sol de 40 graus. O ambiente, segundo ela, ainda é muito masculino, mas Elana tenta contornar isso com competência e firmeza no trabalho. A piauiense da cidade de Bom Jesus saiu de casa aos 14, com o irmão.

Ela conseguiu bolsa de estudos em escola particular em uma cidade vizinha à que vivia com a família: um lugar sem energia elétrica e água encanada. “Era preciso buscar água no poço, que ficava longe de casa. Minha mãe carregava um latão na cabeça e a gente levava uma garrafa pet”.
 
Filha de um pescador e de uma comerciante, aprendeu em casa a batalhar e a priorizar os estudos.
 
Atualmente, os pais — que são apaixonados por BBB e foram o principal apoio para ela participar do programa — possuem um barzinho, que sustenta a família. Focada, conta que a vida a fez amadurecer, enfrentar o mundo, e crescer sabendo o que quer para o futuro. Persistente, Elana diz que tem opinião para tudo e personalidade forte. “Tenho garra e sou daquelas mulheres que não abaixam a cabeça”, conta. Adora cozinhar, conversar, malhar, dançar e é apaixonada por forró. 

O sexto participante anunciado vem de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Aos 27 anos, Fábio é formado em educação física e é atleta de MMA. Luta desde os quatro anos e coleciona alguns títulos: tricampeão Mundial de Jiu-Jitsu, bicampeão Pan-Americano, bicampeão Europeu e, atualmente, campeão Brasileiro. Há cinco anos, mora na academia onde treina, em Porto Alegre, para poder se dedicar mais aos treinos e à profissão.

Filho único de uma mãe enfermeira e um pai corretor de imóveis, que ele diz ser seu principal mentor, na época da faculdade fazia bicos como bartender. Mora com seis outros lutadores e brinca que parece até um tipo de BBB: “Durmo no tatame, sou vigiado por câmeras e o mestre está sempre de olho. Nossa convivência é boa, porque são pessoas com o mesmo foco, então nos ajudamos muito”.
 
Passa os fins de semana com a família e frequentemente viaja a trabalho, seja para lutar ou para participar de seminários sobre Jiu-Jitsu. Namorador, diz que os relacionamentos não duram porque está muito focado na profissão. “Mas sou um cara que gosta muito do lance da sedução, de dançar. Isso me atrai e fica difícil segurar”, conta. Extrovertido e hiperativo, Fabio garante que não sai do sério com facilidade. A disciplina e o respeito da arte marcial o tornaram uma pessoa controlada. Seu sonho é lutar no UFC e, claro, vencer o BBB 19.

A paulista Gabriela, de 32, foi o sétimo nome anunciado. Há nove anos, ela tem uma banda com quatro amigas, em que toca percussão e canta. Artista plástica e produtora audiovisual por formação, também trabalha como designer gráfica e nas horas vagas dá oficinas de artes para crianças em comunidades de Ribeirão. Ainda bebê foi adotada por uma família e hoje seu núcleo familiar é formado por ela, a irmã e a mãe, que considera sua melhor amiga. “Sou muito grata por ter crescido nessa família”. Aos 21 anos quis saber quem eram os pais biológicos, mas não chegou a conhecer o pai, falecido, e de quem acredita ter herdado o DNA artístico, já que ele era sambista.

Gabriela se considera carismática, empoderada e adora fazer novas amizades. Muito sincera e intuitiva, diz que quando começa algo não para até atingir seu objetivo. Não tem medo de ir atrás de seus sonhos, mas tem muito medo de errar, o que considera seu maior defeito. Em seu favor, a paulista diz ser competitiva e também sai em defesa de qualquer pessoa ao menor sinal de preconceito ou intolerância. Decidiu entrar no programa para ganhar o prêmio e dar estabilidade financeira para a mãe. “Sou uma garota que batalhou muito e que vai continuar batalhando muito nessa vida”.

O oitavo participante do BBB 19 é o médico oftalmologista Gustavo, de 37.  Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, região de onde diz que não pretende sair. Quando cursava endocrinologia, aos 24 anos, foi diagnosticado com grave doença que praticamente o fez perder a visão de ambos os olhos. Um ano mais tarde, conseguiu fazer um transplante de córneas e, após este momento difícil, decidiu trocar a especialidade para oftalmologia. Há 10 anos trabalhando em hospital, Gustavo conta que é apaixonado por velhinhos e é muito apegado à família: a mãe, uma instrumentadora cirúrgica, o pai, ginecologista e o irmão, também médico.

Vaidoso assumido, Gustavo conta que adora se cuidar e praticar esportes. “Me deixa sem água, sem comida, mas o meu cabeleireiro vai ter que entrar lá”, brinca. Se considera amoroso, atencioso, brincalhão, festeiro e agitado, mas não foge de um barraco e detesta barulho ao acordar. Apaixonado pelo BBB, já se inscreveu mais de 10 vezes e gostaria de entrar mesmo se não houvesse prêmio. “Enxergo o programa como uma prova de resistência, de estratégia”. Se tivesse que escolher entre uma namorada ou o programa, ele não hesita: “Namoro o programa há anos e nenhuma mulher me tiraria esse foco. O Big Brother Brasil é a minha prioridade e estou aqui para me desafiar”.

O nono nome anunciado é da youtuber carioca Hana, de 22 anos. Formada em cinema, ela tem canal com vídeos sobre veganismo, feminismo e tabus. Seu primeiro vídeo alcançou 9 milhões de visualizações. Apesar da restrição alimentar por ser vegana, ela conta que sua dieta não é tão diferente do habitual e que este não será um problema na casa do BBB. Hana mora com os pais e o irmão mais novo e segundo ela, na sociedade atual, é uma privilegiada e este é um dos motivos que a faz gostar de falar para os mais vulneráveis.

Se considera ansiosa, desorganizada, extremamente ciumenta e possessiva com quem ama. “Sou intensa, explosiva e não consigo disfarçar quando sou contrariada”, afirma. Embora não seja de comprar brigas, acaba entrando em discussões porque não consegue ficar calada. Acredita que seu jeito irônico e naturalmente engraçado pode conquistar o público e, por isso, já sonha em ser reconhecida nas ruas após o programa. “Quem tem um sonho não dança. Sou pisciana e não vou desistir de sonhar. Estou preparada para o BBB, mas será que o BBB está preparado para mim?”, questiona.

A décima concorrente  vem de Senador Canedo, Goiás. Aos 21 anos, Hariany diz que, com ela, não tem tempo ruim. A estudante de design de moda sonha em criar sua própria marca e retribuir à mãe, sua grande referência, tudo o que fez por ela e por seus dois irmãos — os pais se separaram quando ela era pequena e a mãe cuidou dos três filhos sozinha. Atualmente, Hariany mora com a mãe e o padrasto. O irmão mais velho se casou e a irmã se mudou para Londres. Antes do curso de moda, Hariany chegou a cursar até o quinto período da faculdade de Arquitetura e Urbanismo, mas decidiu trancar.

A principal característica da goiana é a espontaneidade. Se acha engraçada, divertida, animada e está sempre sorrindo. Diz que, por ter vindo de uma origem humilde, não tem nenhum tipo de preconceito, nem com pessoas, nem com situações. “Não tem como não gostar de mim, todo mundo gosta. Sou gente boa demais. Sou da zoeira”, se diverte. A estudante, que adora viajar, conhecer lugares e pessoas novas, conta que é fácil de fazer amizade e que não conseguiria passar por cima de alguém para conseguir algo. Baladas e barzinhos são seus programas favoritos. Gosta de todos os estilos musicais, mas o preferido é o funk.

A décima-primeira sister é a Miss Natal e Miss Rio Grande do Norte. Isabella, de 24 anos, sonha seguir os passos da mãe e da irmã e cursar Medicina, a grande paixão de sua vida. Um sonho que está mais perto de se tornar realidade, pois a natalense acabou de ser aprovada no vestibular de medicina.

Antes disso, estudava odontologia. Tem uma irmã por parte de mãe que é casada e tem uma sobrinha, que Isabella diz ser o xodó da família. Com dupla nacionalidade, foi alfabetizada em italiano e, pelo menos uma vez por ano volta à Itália para encontrar seus avós e seu irmão por parte de pai, já falecido. Mora com a mãe, que diz ser sua amiga e parceria.
 
Isabella se considera hiperativa, explosiva e sincera, mas diz que não é uma pessoa difícil de lidar. “Quem convive comigo sabe que sou uma pessoa paciente. Gosto de resolver mal-entendidos, mas odeio ser acusada de coisas que não fiz”, fala. Se considera ainda engraçada, meio estabanada e espontânea e afirma que deseja entrar no BBB para mostrar que é muito mais do que uma mulher bonita. “Sou uma mulher que tem muita força de vontade, muita garra, muita determinação”. 

O décimo-segundo participante é Maycon, 27 anos, nascido em Minas Gerais. Ele já foi ajudante de pedreiro e vendedor de grife internacional. Trabalhou como modelo após vencer um concurso e, depois do fim do contrato, decidiu buscar uma nova fonte de renda. Começou então a vender os queijos produzidos em sua cidade natal, Piumhi, e, nos fins de semana, trabalha como barman em uma casa de shows sertaneja. Filho único, mora em São Paulo, longe da mãe que trabalha como doméstica na mesma casa há mais de 20 anos. 

Alegre e espontâneo, adora ter contato com pessoas e se diverte recebendo cantadas dos compradores do queijo que vende. Se considera um cara disperso e teimoso, mas também determinado, bem-humorado e competitivo. “Vou até o final naquilo que desejo e sou muito otimista com a vida. Tento levar tudo o que acontece para o lado bom. Mas sou teimoso também: se as coisas não saem da forma que quero, brigo por isso”, fala. Ele diz ainda que, quando entra numa competição, seu objetivo é sempre vencer.
 
Para Maycon, sua grande qualidade é saber perdoar, sem guardar rancor nem buscar vingança. O mineiro se diz mulherengo, conta que já namorou sério algumas vezes. “Mas só apresentei três para a minha mãe”. Sua maior motivação para entrar no BBB é o dinheiro do prêmio: “quero ajudar minha mãe a parar de trabalhar como doméstica e comprar uma casa para ela”. 

A 13ª participante se chama Paula e tem 28 anos. Ela é de Lagoa Santa, Minas Gerais. Bacharel em direito, ela tem  três irmãos, sendo um homem e ela é a do meio entre as meninas, o que, segundo a mineira, a deixou em desvantagem na hora dos presentes. “Sempre herdei tudo da mais velha e a mais nova ganhava tudo novo, porque as coisas já estavam gastas demais”, brinca.

Toda a família mora próxima, em sítios um ao lado do outro, depois que a avó, hoje com 100 anos, decidiu partilhar, em vida, a fazenda entre seus filhos. Eles criam vários animais, mas sua preferida é a porca Felipa, apelidada de Pipa. O “bicho de estimação” de 150 quilos é tratado luxuosamente por ela desde o primeiro dia de vida, com direito a mamadeira e até a dormir junto na cama, quando era filhote. 
 
Paula conta que adora ter contato com a natureza e não curte muito baladas, mas que quando vai, “é sem limites”. “Adoro ir para o meio do mato, cuidar dos bichos, olhar as plantas”, detalha. Ela gosta de praia, mas não entra no mar. Se considera meiga, calma e sincera, mas brinca que tem o dom de irritar as pessoas quando quer. Diz que tem o coração muito bom e que sofre por isso. Em uma briga, costuma rir de nervoso. No jogo, acredita que se sairá bem nas provas de resistência. 

A 14ª participante é Rízia, de 24 anos. Basta chegar em São Miguel dos Campos, Alagoas, para perceber que por trás dos closes e filtros, existe uma menina que desde sempre lutou para buscar seu brilho.

Ela se considera mais preparada para debater temas raciais, mas na adolescência passou por um longo processo de aceitação. “Eu não tinha representatividade na época, até que começaram a aparecer youtubers que falavam do assunto. Conheci a influencer Rayza Nicácio e ela me inspirou a passar pelo processo de transição capilar. 
 
Depois, por só ter referências de meninas magras, pensei que tinha que perder peso e demorei a entender que não. Precisei primeiro me aceitar de dentro pra fora. Só então eu aceitei meu cabelo, meu corpo e a Rízia que sou hoje”, explica a jornalista. 

O 15° brother é Rodrigo, de 40 anos. O carioca é cientista social especializado em direitos humanos e dramaturgo. Trabalha com artes visuais desde os sete anos e, aos 14, descobriu o teatro. Percebeu que os colegas de profissão passavam por problemas financeiros e, então, decidiu estudar filosofia para ter outra alternativa de carreira. Os estudos acadêmicos influenciaram seu atual trabalho artístico e na temática recorrente: as tradições de matriz africana. 

Tem uma ótima relação com os pais e os quatro irmãos – é trigêmeo. “Somos muito diferentes. Eu sou o irmão conselheiro”. Segundo ele, a mãe é a líder de uma família matriarcal e o pai sempre foi um grande incentivador dos filhos. “Minha família é do samba. Numa festa, não vou querer ouvir Mozart, né? Vai ser funk. Vai ser sertanejo”, fala, animado. Rodrigo conta que se relaciona bem com o coletivo e não costuma deixar passar impunes comentários preconceituosos. 
 
“Nós, que temos o privilégio do conhecimento, temos que ser instrumentos contra o constrangimento”, declara. Na casa, acredita que será capaz de se divertir muito, mas sem passar vergonha. Competitivo, conta que fará o que estiver ao seu alcance para chegar à final. “Apesar de ter vários projetos em andamento, entrarei no BBB despreocupado, porque considero a minha equipe de trabalho uma família onde todos estão habilitados a tocar seus projetos”, afirma. 

A 16ª é Tereza, 52 anos, de Arcoverde, Pernambuco. Foi mãe aos 18, tem dois filhos e três netos. Psicanalista e Técnica de Enfermagem, tem pós-graduação em Assistência Social e Psicologia e mestrado em Ciências da Educação. Ingressou na faculdade apenas após os filhos já estarem crescidos. Antes disso, trabalhou como vendedora de mercadorias que comprava no Paraguai e chegou a viver no país por oito meses. Gosta de música, teatro e sair com os amigos.

Se casou seis vezes, mas atualmente está solteira. Ela conta que, hoje em dia, depois de fazer muita análise, não se sujeita aos rompantes do comportamento do outro. Injustiça e pessoas soberbas a tiram do sério. Trabalhou como assistente social em um presídio e lá viu situações que a transformaram como pessoa. “Uma vez me deparei com uma detenta pedindo desesperadamente para voltar à prisão por não ter como se sustentar em liberdade”, conta. Situações como esta a fizeram fundar uma instituição de atendimento a ex-detentos, em um sítio de sua propriedade, mas que atualmente está sem atividades por falta de apoio financeiro. 
 
A pernambucana faz ainda atendimento em consultório há seis anos, e mantém um trabalho voluntário que intitulou “Terapia na praça”, onde realiza consultas gratuitas nas ruas. “Sucesso pra mim, é fazer diferença na vida das pessoas, e isso eu já faço. Então, o que me falta é dinheiro”. 

O 17° é Vanderson, 35 anos, natural de Rio Branco, no Acre. Ele é biólogo e coordenador educacional indígena. Criado pela mãe e por três irmãs mais velhas, conta que não teve pai presente, mas que a mãe fez os dois papeis muito bem. Tem seis sobrinhos e atualmente mora com a mãe e uma das irmãs. “Acredito que, por ter sido criado só por mulheres, eu tenha uma visão mais aberta sobre muitos assuntos”, revela. Sociável, afirma que é popular em sua cidade. Toca ukulelê, faz crochê e gosta de tomar uma cerveja ou um café à beira do rio, depois de um dia de trabalho. Seu gosto musical é variado: vai de Chico Buarque a Motorhead. 

Há 16 anos ele treina Aikidô, dá aulas e diz que é o único Sensei da arte marcial do Acre. Se considera muito sossegado e está sempre em busca de harmonização e equilíbrio. Defende suas ideias com afinco, diz que é impaciente, curioso, mas facilmente adaptável. “Se não conseguir convencer a pessoa, pelo menos consigo fazer com que ela se cale. Tenho preguiça de gente sonsa, mas não sou treteiro. Também não gosto de leva e traz, mentiras ou de pessoas que forçam a barra para aparecer”, lista. 
 
Vanderson conta ainda que não liga se implicam com ele, mas se vê isso acontecendo com outra pessoa, costuma abraçar o oprimido. “Não sou agressivo, sou fofinho”, brinca. Mas logo acrescenta: “Não gosto de picuinha, conversa mole, gente que vende uma história que não é. Olha, de verdade, eu não sou muito de ficar quietinho, não”. No BBB, pretende mostrar princípios de coletividade e harmonia. Sua maior motivação para participar do programa é a família.

O 18° participante é Vinicius, de 40 anos, nasceu em São Paulo mas vive em Belo Horizonte desde os oito, e se considera mais mineiro que paulista. Trabalhava como diretor de arte e designer gráfico, mas, em 2008 começou a atuar como artista plástico e atualmente se sustenta com arte. Mora com os pais e, no antigo quarto do irmão, montou seu ateliê. Teve sua filha aos 17 anos, e é muito próximo dela. “Somos como irmãos”, revela. 

Vinicius se acha hiperativo e impulsivo. Conta que não pensa muito antes de dizer algo, o que acha que pode ser bem ruim. Tem facilidade em se relacionar com as pessoas e costuma dizer que consegue ficar íntimo em cinco minutos. Adora sair para baladas, frequenta a cena underground de Belo Horizonte há 18 anos e, por conta do trabalho da filha, que é DJ, sai muito para festas – os dois têm os mesmos amigos.
 
Seu estilo musical preferido é o house / eletrônico, que também serve como inspiração para criar sua arte.
Vinicius garante que não falta animação para lutar pela vitória no BBB19. “A motivação para eu entrar na casa é um pacote de tudo o que o programa pode proporcionar: a experiência de vida, o autoconhecimento e o dinheiro do prêmio. Acho que vou ser a alegria desse BBB”.  
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