“Aumento para os servidores colocaria a prefeitura de novo no vermelho”, diz chefe de gabinete

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Gustavo Milânio, de camisa branca, ao lado do Prefeito Ronaldo Magalhães

Ao que tudo indica o governo Ronaldo Lage Magalhães (PTB) bateu o martelo no que diz respeito à negociação com o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) quanto ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e não fará reajuste salarial este ano. A informação foi divulgada por meio de uma entrevista do chefe de gabinete do prefeito, o advogado Gustavo Milanio, que em entrevista à Rádio Itabira afirmou que o reajuste colocará a prefeitura de novo no vermelho.

Um encontro entre os sindicalistas e o chefe de gabinete ocorreu na sexta-feira passada, quando a equipe do prefeito informou a situação aos membros do Sintsepmi. De acordo com o represente do governo, a folha de pagamento do município hoje representa R$13 milhões, cerca de um terço do orçamento municipal. Dando o exemplo de um reajuste na ordem de 10% aos servidores o impacto mensal seria de R$ 1,3 milhão o que ao final do ano geraria uma despesa de aproximadamente R$ 15 milhões, segundo ele.

“É sabido e notório que depois de muito trabalho e dedicação do governo nos conseguimos equilibrar as contas, hoje a administração municipal não gasta mais do que arrecada e se concedermos este aumento iremos começar a gastar mais do que arrecadamos”, destacou ele.

Gustavo Milanio citou o caso do Governo do Estado de Minas Gerais que está parcelando o pagamento dos seus servidores e afirmou que a mesma prática não está ocorrendo no município. Segundo ele, é preferível manter os salários em dia do que assumir um compromisso de aumento sem ter condições de cumprir.

“Quando assumimos em janeiro de 2017, o prefeito colocou como palavra de ordem o pagamento em dia dos seus servidores. Então, é muito melhor nós conseguirmos pagar em dia para que o servidor possa fazer o seu planejamento, sabendo que vai receber, do que concebermos um aumento que não cabe dentro do orçamento, fazendo com que nós não consigamos pagar em dia os nossos compromissos”, comparou ele.

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