Cruzeiro empata com Atlético-PR no Mineirão e se classifica para as quartas de final da Copa do Brasil

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Com assistência de Robinho, Arrascaeta marcou o gol da vitória do Cruzeiro sobre o Atlético-PR | Foto: Juarez Rodrigues
 
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Não foi com vitória, mas o Cruzeiro garantiu sua classificação às quartas de final da Copa do Brasil ao empatar por 1 a 1 com o Atlético-PR, nesta segunda-feira, no Mineirão, pelo jogo de volta das oitavas de final. O time celeste abriu o placar já aos 40min do segundo tempo com o meia Arrascaeta, confirmado como titular pelo técnico Mano Menezes depois de disputar a Copa do Mundo pela Seleção Uruguaia. O Furacão buscou o empate nos acréscimos, em bela jogada do atacante Bergson, que chapelou Dedé antes de bater firme para o fundo das redes. A Raposa assegurou a vaga por ter ganhado o duelo de ida por 2 a 1, no dia 16 de maio, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Com vaga garantida na próxima fase, o Cruzeiro embolsará R$ 3 milhões em premiação oferecida pela Confederação Brasileira de Futebol. Já são R$ 5,4 milhões acumulados, contando a quantia recebida pela presença nas oitavas (R$ 2,4 mi).

O adversário do time celeste nas quartas será o Santos. Está confirmado que o jogo de ida acontecerá na Vila Belmiro, às 19h30 do dia 1º de agosto (quarta-feira). O duelo de volta será em 15 de agosto, também às 19h30, no Mineirão. Nas edições de 2000 e 2014 na Copa do Brasil, a Raposa eliminou o Peixe nas semifinais. Vale ressaltar que em 2018 não existe a regra do gol qualificado como visitante.

O Cruzeiro agora pensa no clássico contra o América, nesta quinta-feira, às 19h30, no Mineirão. O jogo valerá pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, competição em que o time ocupa o oitavo lugar, com 18 pontos. 

O jogo

Os mais de 44 mil torcedores presentes no Mineirão procuraram apoiar o time, mas também mostraram certo incômodo em função da falta de iniciativa dos jogadores. Como havia vencido o duelo de ida, o Cruzeiro não forçou o ataque diante do Atlético-PR. Pelo contrário: ficou retraído, à espera de um contragolpe. Tanto que o Furacão, segundo o Footstats, registrou 58% de posse de bola na etapa inicial e trocou 74 passes a mais que a Raposa (275 a 201). Só que esse domínio foi estéril. O goleiro Fábio fez apenas uma defesa, em chute rasteiro sem força do atacante rubro-negro Pablo, já aos 36min. O Cruzeiro deu sua resposta aos 44min: Rafael Sobis, de fora da área, soltou uma bomba, e Santos se esticou para espalmar a redonda à linha de fundo. No mais, muitos toques errados, cruzamentos malsucedidos e ensaio de protesto por parte de alguns cruzeirenses.
 
A proposta conservadora do Cruzeiro poderia ser perigosa, já que o Atlético-PR dependia de um simples gol para vencer o jogo e levar a disputa pela vaga nas quartas de final para os pênaltis. Ciente disso, o técnico Mano Menezes colocou ‘caras novas’ no decorrer do segundo tempo. Primeiro, Raniel entrou no lugar do apagado Thiago Neves. Depois, David substituiu Rafael Sobis. Aos 27min, o lateral-direito Edilson recebeu passe no meio-campo, adiantou a bola e bateu forte no meio do gol. Santos espalmou para a linha de fundo. Nos minutos finais, Mano colocou Robinho na vaga do já extenuado Rafinha, que deixou o gramado mancando.
 
Quando a partida se encaminharia para um empate sem gols, o Cruzeiro finalmente fez sua torcida gritar no Mineirão. Após passe de Raniel, Robinho escorou para Arrascaeta, que levou a melhor sobre Paulo André na dividida e chutou rasteiro no canto esquerdo de Santos, aos 40min: 1 a 0. A classificação celeste, entretanto, não veio com vitória. O Atlético-PR buscou o empate já nos acréscimos, aos 46min. Bergson se aproveitou de vacilo da defesa cruzeirense, deu chapéu em Dedé e bateu forte sem chances para Fábio: 1 a 1.

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