Melhor qualidade de vida e segurança levam cada vez mais pessoas a Portugal

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O idioma é o português, e nos mercados há comidas típicas como pão de queijo, tapioca e guaraná. Nas festas e shows, funk e MPB estão entre os ritmos mais tocados. Portugal, no continente europeu, tem se tornado cada dia mais parecido com o Brasil. Não por acaso, o país se consolida como um destino bastante procurado por mineiros que desejam viver com mais qualidade de vida e segurança, sem perder as ligações com a terra natal.

A maior nação da América do Sul lidera a lista de países estrangeiros com mais residentes no território lusitano. Segundo o Consulado-geral do Brasil em Lisboa, há mais de 120 mil pessoas daqui vivendo por lá. O idioma e a dispensa de visto também são alguns dos principais atrativos.

Quem já fincou pé em Portugal garante que o “abrasileiramento” segue a todo vapor. A estudante de relações internacionais Isabella Prado, de 26 anos, está morando “na terrinha” pela segunda vez. A primeira foi na adolescência, com toda a família. Agora, sozinha, finaliza a graduação. “Quando vim pela primeira vez, não achava produtos de casa. Hoje, temos pão de queijo nos mercados, além de lojas de marcas brasileiras. Sempre encontro um conterrâneo quando saio na rua”.

“Segundo o Consulado-geral do Brasil em Lisboa, existem mais de 120 mil pessoas daqui vivendo no país europeu”

Da tristeza à alegria

Quando Isabella tinha 14 anos, o pai, que trabalhava em uma empresa portuguesa em Belo Horizonte, foi transferido para Porto. Ela, a mãe e o irmão também foram para a cidade, onde ficaram por cinco anos. “No começo, fiquei triste. Não tinha mais minhas amigas da escola e foi difícil me adaptar. Mas, quando retornei ao Brasil, senti falta da segurança e da qualidade de vida. Então, decidi transferir a minha graduação para uma universidade portuguesa”.

Outra que escolheu a nação europeia para estudar foi a intercambista Beatriz Crespo, de 22 anos. Lá, a aluna de comunicação social da UFMG ficará 12 meses. A diferença cultural chamou a atenção da jovem. “As pessoas mais velhas podem ser grosseiras, mas os jovens nos recebem muito bem e são bastante educados”, afirma.

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Vida nova

Já o empresário Fábio Henrique Gomide, de 34 anos, decidiu ir com a família para Portugal e recomeçar do zero. Ele morava na Grande BH e conta que passou a perder o poder aquisitivo com a crise econômica. No último ano, os rendimentos ficaram cada vez menores.

Há três meses, Fábio, a esposa Poliana Costa Gomide, de 33, e os filhos de 3 e 7 se mudaram para Setúbal, cidade próxima da capital portuguesa. “Chegamos sem documento. Compramos carro, mobiliamos a casa e colocamos nossos filhos na escola pública, que tem boa educação. O que levamos a vida inteira para construir no Brasil e estávamos perdendo rapidamente conseguimos começar a recuperar aqui em três meses”, diz o mineiro.

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A mudança, porém, fez com que a família ficasse longe de parentes e amigos, abrindo mão dos empregos em terras tupiniquins. Fábio, que tinha uma empresa de transportes, hoje trabalha como jardineiro, e a mulher, que era auxiliar administrativa, atua como manicure até conseguir uma fonte de renda fixa. 

“Não dá para ficar rica em Portugal, mas só de poder andar na rua à noite, com meus filhos, com segurança, e utilizar o transporte público tranquilamente já significa viver melhor”, diz Poliana. (Hoje em Dia | Foto: Arquivo pessoal)

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