População voltará às urnas – TRE marca novas eleições em Santa Luzia após renúncia de prefeita

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

 93 Visualizações

Roseli Pimentel foi presa em setembro, mas conseguiu converter em prisão domiciliar no mês seguinte
(foto: Reprodução/TV)

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG), marcou para a o dia 24 de junho, eleições suplementares para prefeito e vice no município de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

De acordo com o TRE/MG, as eleições foram marcadas após aprovação pela Corte da resolução contendo o calendário e as demais instruções que vão reger as eleições no município. O normativo será publicado no Diário de Justiça Eletrônico do TRE-MG nos próximos dias.
 
De acordo com a resolução, de 29 a 31 de maio, os órgãos partidários poderão se reunir em convenções para deliberar sobre a escolha dos candidatos. Após a escolha em convenção, o candidato que será registrado, caso ocupe cargo gerador de inelegibilidade, deve afastar-se no prazo de 24 horas. 
 
No dia 1º de junho, às 19h, será encerrado o prazo para entrega à Justiça Eleitoral dos pedidos de registros dos candidatos. A partir do dia 2 de junho, os candidatos podem iniciar a propaganda eleitoral, regulamentada pela Resolução 23.457/2015, que cuidou das regras relativas à propaganda nas Eleições 2016, e pela Lei 9.504/1997.
 
No dia 24 de junho, os eleitores do município inscritos no cadastro até o dia 24 de janeiro de 2018 voltam às urnas para escolher prefeito e vice. As eleições serão das 8h às 17h, com as mesmas Mesas Receptoras de votos constituídas para as eleições que aconteceram em outubro de 2016. A diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até o dia13 de julho de 2018.
 
A prefeita afastada de Santa Luzia, Roseli Ferreira Pimentel (PSB), renunciou ao cargo na última quinta-feira (24). Em documento encaminhado à Câmara Municipal ela afirmou que estava há mais de 250 dias em cumprimento de prisão preventiva, convertida em prisão domiciliar, e não tinha mais condições de “lutar pela preservação do mandato”. 

Roseli Pimentel é acusada de envolvimento no assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa, do jornal O Grito, e de ter usado recursos públicos para pagar o assassino. Ela ainda responde a um processo de impeachment na Câmara. 
 
A prefeita foi presa em 7 de setembro do ano passado, mas deixou o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, no mês seguinte, para cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
 
“Reafirmo a minha mais absoluta inocência, pois não pratiquei os crimes que me são atribuídos. Contudo, não tenho mais condições de lutar, ao mesmo tempo, pelo reconhecimento de minha inocência e pela preservação do honroso mandato que me foi dado pelos eleitores luzienses”, disse o texto assinado por Roseli Pimentel. 
 
O assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa, de 64 anos, ocorreu em 17 de agosto de 2016. Segundo as investigações, Maurício foi atingido por um tiro no pescoço e quatro tiros nas costas quando deixava a casa de um assessor da prefeita afastada no Bairro Frimisa. Na ocasião, a prefeita foi detida em casa, no Bairro Industrial Americano, em Santa Luzia.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *