ALMG vai discutir os impactos do desabastecimento

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai manter as atividades ao longo desta semana e já agendou reuniões para tratar da crise do desabastecimento de combustíveis no Estado. O objetivo é atuar politicamente para influenciar uma solução em nível nacional.

A declaração é do 1º-secretário da ALMG, deputado Rogério Correia (PT), que representou o Legislativo em reunião com o governador Fernando Pimentel, nesta segunda-feira (28/5/18). Além dos Poderes do Estado, participaram do encontro as Forças Armadas e componentes do gabinete de crise.

Duas reuniões já estão agendadas na ALMG. Nesta terça-feira (29), às 14h30, a Comissão de Agropecuária e Agroindústria debate como preço dos combustíveis vem impactando o setor rural. Já na quarta (30), no mesmo horário, a Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social discute os reflexos da política de preços da Petrobras na economia.

Rogério Correia criticou a política de preços da Petrobras e defendeu que a companhia adote outro procedimento, que dê estabilidade à população brasileira. “O aumento dos combustíveis eleva o preço de gêneros de primeira necessidade”, justificou.

Petroleiros – Segundo ele, vários setores estão sendo chamados para a audiência da Comissão do Trabalho, inclusive os petroleiros, que ameaçam iniciar greve. “Vamos levar ao presidente Michel Temer as preocupações de Minas Gerais”, afirmou.

Sobre a reunião com o governador, Correia salientou a prioridade do Estado para garantir o funcionamento de serviços essenciais, como saúde e segurança pública. “A Polícia Militar e as forças nacionais vão fazer escolta daquilo que for necessário para essa manutenção”, frisou.

Ele lembrou, ainda, o ponto facultativo, estendido pelo Executivo para até sexta-feira (1º/6), também com o objetivo de minimizar a demanda por combustível.

Executivo detalha ações para garantir combustível

Em entrevista coletiva à imprensa, o governador Fernando Pimentel frisou que passou o fim de semana em negociações com vários setores para assegurar o funcionamento dos serviços públicos essenciais.

Ele citou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), inclusive no interior, e o abastecimento do Aeroporto de Confins, além do transporte de medicamentos, cargas vivas e ração para animais. Todos teriam sido atendidos.

Também citou a entrega de combustível, nesta segunda (28), a 40 postos de gasolina da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Apreensão – Para o governador, entretanto, ainda que a situação em Minas esteja “razoavelmente estabilizada”, o governo não está tranquilo. “Podemos ter problemas mais graves se a crise se prolongar ao longo da semana”, ponderou.

Pimentel culpou a política de preços da Petrobras, que, segundo ele, levou a uma alta de 50% no preço dos combustíveis, contra 3% de inflação no período. Por isso mesmo, na visão do governador, a solução para a crise está no âmbito federal.

Segundo ele, a proposta da União, de zerar a incidência de impostos como Cide e PIS/Cofins sobre o diesel, trará prejuízo mensal de R$ 40 milhões ao Estado. “Isso corresponde a um mês de transporte escolar. Já estamos no limite e não podemos sacrificar mais os mineiros por um problema que não surgiu aqui”, reforçou.

Polícia escolta caminhões até os postos da RMBH

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró, acrescentou que a corporação acolheu demanda do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro) para minimizar os impactos do desabastecimento.

A PM, segundo o coronel, está fazendo a escolta dos caminhões de combustível desde a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (RMBH), até os postos determinados pelo Minaspetro. Policiais ficarão de guarda 24 horas nesses estabelecimentos.

Ainda de acordo com Figueiró, cada cliente poderá abastecer até R$ 100 e não será permitido o uso de galões, pelo menos por enquanto. O Minaspetro e a PM, segundo ele, vão estudar, nesta terça-feira (29), a possibilidade de ampliação desse trabalho.

Interior – No interior do Estado, conforme informou o coronel, os comandantes regionais já receberam, desde a última quinta-feira (24), orientação para viabilizar a escolta de combustíveis, inicialmente com policiais da própria região.

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