O deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Minas durante o 9º Conamat (Congresso Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), realizado ontem no Ouro Minas Palace Hotel, e descartou aliança com o PSDB. Ele sofre pressões para desistir e apoiar o senador tucano Antonio Anastasia.

“Há uma grande possibilidade de que nós façamos uma disputa sadia e respeitosa, mas cada um vai defender suas próprias propostas e algumas críticas também serão feitas quando forem necessárias. São duas candidaturas independentes e não há possibilidade de trabalharmos juntos agora”, afirmou.

Domingos Sávio, presidente do PSDB mineiro, por outro lado, não descarta uma coligação entre os dois partidos e disse anteriormente ao Hoje em Dia que mesmo com candidatos próprios em um primeiroo momento, é possível que surja uma junção no futuro. “Muitas águas ainda vão rolar nessas eleições”, disse.

Propostas
Durante o evento de ontem, promovido para discutir a reforma da Previdência e seus impactos na carreira dos magistrados, Pacheco afirmou que já está trabalhando em seu plano de governo e busca propostas concretas para apresentar durante os debates. 

“A pré-candidatura está colocada e já é uma realidade. Nós estamos trabalhando na elaboração de soluções para os problemas de Minas Gerais, para chegarmos em agosto com uma densidade político-eleitoral que nos permita ter competitividade”, disse.
Sobre as possíveis alianças do partido, o deputado afirmou que a principal estratégia do DEM, neste momento, é manter a própria legenda unida em Minas Gerais, com unanimidade de pensamentos e seguindo a mesma linha durante as eleições ao Governo do Estado.

Além disso, Pacheco afirmou que nomes como Progressistas, Avante, PTC, PEN e PMB estão entre os partidos que já declararam interesse em apoiar a pré-candidatura. 

“É um corpo político que nos permite ter a crença de que vamos fazer um bom trabalho nessas eleições”, acredita.
Conforme a legislação eleitoral, os partidos têm entre 20 de julho e 5 de agosto para realizarem as convenções. Só aí, o cenário eleitoral ficará claro. 

Por enquanto, oposição e situação correm para atrair aliados para a formação das chapas.

Foro

Além de pré-candidato do DEM-MG ao Governo de Minas Gerais, o deputado Rodrigo Pacheco também é cotado para assumir a presidência da comissão especial que será formada para discutir o fim do foro privilegiado. 

Pacheco defendeu que os processos envolvendo autoridades brasileiras sejam iniciados na Justiça em primeira instância.
Ele ainda disse que irá posicionar-se a favor da igualdade em relação a todos os agentes públicos, incluindo prefeitos, parlamentares, juízes e promotores. 

“A era do foro privilegiado está chegando ao fim, mas não faz sentido extinguir o foro por prerrogativa de função para determinadas autoridades e manter para outras”, afirmou, defendendo que se estabeleça um princípio de igualdade em relação aos julgamentos praticados no Brasil.

Na última quinta-feira (3), o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade restringir o foro privilegiado de deputados e senadores e definiu que serão mantidos no STF somente os processos de crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo. Os demais, serão julgados nos moldes da Justiça comum.