NOSSA REGIÃO! Ambientalistas temem que redução de PMs deixem Serra da Piedade sem proteção

 175 Visualizações

A previsão de redução do número de militares da Polícia Militar de Meio Ambiente em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cidade a 95km de Itabira, levou a Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté (SGPAN) a demonstrar preocupação com a fiscalização, principalmente, na Serra da Piedade. Segundo dirigentes da entidade, há previsão de desligamento de dois policiais, o que deixaria o quadro mínimo de 10 agentes do grupamento da região com apenas quatro PMs. 

Em nota, publicada na terça-feira em uma página da rede social, a SGPAN denunciou que a Serra da Piedade, em toda uma área de 1.577 quilômetros quadrados que abrange Caeté, Taquaraçu de Minas, Nova União, Sabará e Santa Luzia, com uma população em torno de 380 mil habitantes, ficará vulnerável com a redução do número de policiais ambientais. O grupamento, que tem sede em Caeté, é responsável pelo policiamento na região que tem várias Unidades de Conservação como Parque Nacional da Gandarela, Serra do Cipó, Serra da Piedade e outros.

Na semana passada, os promotores de justiça das comarcas de Caeté, Anelisa Ribeiro Cardoso, de Santa Luzia, Marcos Paulo de Souza Miranda, e de Sabará, Cristina Ferreira Labarrere Nascimento, enviaram ofício ao comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Coronel Helbert Figueiró de Lourdes, solicitando a manutenção do grupamento e a designação de novos membros para completar o quadro previsto de 10 militares.

De acordo com dirigentes da sociedade, a previsão é de que, a partir do próximo mês, a unidade conte quatro militares em atuação, número insuficiente para o atendimento de ocorrências e realização de diligências em de Caeté, Taquaraçu de Minas, Nova União, Sabará e Santa Luzia. 

A Polícia Militar foi procurada para confirmar se de fato haverá redução de policiais de Meio Ambiente no grupamento, ou em outras unidades, mas não houve retorno. 

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que não existe por parte da corporação nenhuma política de desarticulação da atividade de meio ambiente em qualquer parte do estado. “Eventuais necessidades de realocação do efetivo serão tratadas de forma adequada, em seu devido tempo, pelo comando da corporação”, disse o comunicado. (Do JEM)

LEIA MAIS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.