A liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, a três rodadas do fim da competição, e o acesso à elite matematicamente garantido, trouxeram ao América o sonho do bicampeonato e, consequentemente, a possibilidade de repetir um feito que apenas Goiás (1999 e 2012) e Palmeiras (2003 e 2013) conseguiram: ambos levantaram o caneco nas Eras de mata-mata e pontos corridos.

Dependo apenas do próprio esforço para dar a volta olímpica, repetindo o que fizera em 1997, o Coelho entra em campo às 21h30 desta terça-feira (14), para encarar o Juventude, no Independência, e pode ampliar mais ainda a vantagem para o Internacional, segundo colocado. O time gaúcho enfrenta o Oeste, uma hora antes, fora de casa.

“O América tem muitas chances de ser campeão. Sou americano, mas não falo isso com a paixão. O Inter vive uma instabilidade muito grande e não tem uma gestão campeã; ao contrário do que acontece no Coelho”, comenta o ex-zagueiro Dênis, prata da casa, que despontou há 20 anos pelo alviverde.

Empresário de atletas, o ex-defensor diz ainda que já tem feito um esforço em casa para ampliar a torcida americana. O filho Nicolas, de três anos, em breve se tornará sócio torcedor do clube que mudou a vida profissional do pai.

Já para Pintado, ex-volante e atualmente treinador, a fórmula de sucesso encontrada pelo time mineiro deu tão certo que acabou sendo copiada nos anos seguintes. A mescla da experiência com a juventude, para ele, é o caminho ideal para conquistas e, principalmente, formação de novos craques.

“O que foi feito no América em 97 virou uma metodologia de trabalho. Serviu de exemplo para todos os outros times montados”, elogia o campeão brasileiro. Contratado junto ao futebol mexicano, ele foi um dos líderes do time que conquistou o primeiro título nacional do Coelho.

Feliz com a possibilidade do bicampeonato, Pintado diz ainda que, caso seja convidado para a festa do título, não medirá esforços para desembarcar na capital mineira.

Planejamento

Matematicamente garantido na Série A, o América terá a missão de evitar o “efeito gangorra” do último acesso, conquistado em 2015. No ano seguinte, com campanha pífia, acabou rebaixado. Para o ex-zagueiro Wellington Paulo, que, assim como Dênis, se valorizou na equipe campeã de 97, manter o técnico Enderson Moreira é o primeiro passo para o sucesso na próxima temporada. A captação de atletas, desde já, também é vista por ele como fundamental.

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