Close Menu
    Nossas escolhas

    Vacina contra a bronquiolite começa a ser aplicada em grávidas de Itabira

    09/12/2025

    FPM: União repassa R$ 6,3 bi aos municípios brasileiros, nesta quarta-feira (10)

    09/12/2025

    Anvisa publica registro da vacina contra a dengue do Butantan

    09/12/2025

    Governador de Minas assume presidência do Cosud no 14ª encontro do Consórcio

    09/12/2025
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
    terça-feira, 9 dezembro , 2025
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
    Via Comercial
    • Itabira
    • Minas Gerais
    • Brasil
    • Mundo
    • Colunistas
      • Nivaldo Ferreira
    • Via Fotos
    • Emprego
    Via Comercial
    Home»Justiça»Samarco, Vale, BHP e Renova são condenadas por ‘narrativa fantasiosa’
    Justiça

    Samarco, Vale, BHP e Renova são condenadas por ‘narrativa fantasiosa’

    07/08/2024Nenhum comentário5 Minutos de leitura29 Visualizações
    Compartilhe Facebook Twitter WhatsApp

    Juntas deverão pagar R$ 56 milhões por danos materiais e morais.

    A mineradora Samarco e suas duas acionistas – Vale e BHP Billiton – foram condenadas pela Justiça Federal por violações envolvendo uma campanha publicitária sobre as medidas reparatórias da tragédia ocorrida na bacia do Rio Doce. A condenação também atinge a Fundação Renova, entidade que foi criada para gerir todas ações de reparação de danos. Juntas elas deverão pagar R$ 56 milhões por danos materiais e morais. Ainda cabe recurso.

    É evidente o desvio de finalidade da fundação que se prestou a uma campanha publicitária e de marketing para criação de uma narrativa fantasiosa a favor da própria fundação. A situação, além de demonstrar o desrespeito da Renova ao seu próprio estatuto, demonstra claramente uma falta de respeito em relação às vítimas e à sociedade brasileira”, registra a decisão assinada pelo juiz Vinícius Cobucci.

    A tragédia ocorreu em novembro de 2015. O rompimento de uma barragem da Samarco no município de Mariana, em Minas Gerais, liberou uma avalanche de rejeitos, causando 19 mortes e gerando impactos para populações de dezenas de cidades mineiras e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce.

    Poucos meses após o episódio, as mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo firmaram um acordo de reparação que ficou conhecido com Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). Com base nele, foi criada a Fundação Renova. Ela assumiu a gestão de mais de 40 programas, cabendo às mineradoras o custeio de todas as medidas.

    Porém, passados mais de oito anos, a atuação da entidade é alvo de diversos questionamentos judiciais por parte dos atingidos, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público Federal (MPF). Há discussões envolvendo desde a demora para a conclusão das obras de reconstrução dos distritos arrasados na tragédia até os valores indenizatórios.

    A falta de autonomia da Fundação Renova perante as mineradoras é outra questão contestada pelo MPMG, pelo MPF, pela Defensoria Pública da União (DPU) e pelas Defensorias Públicas de Minas Gerais e do Espírito Santo. Juntas, foram também as quatro instituições de Justiça que apresentaram, em uma ação civil pública movida no ano de 2021, a denúncia de que havia “propaganda enganosa” no material publicitário distribuído pela entidade.

    Elas reuniram conteúdos que teriam “informações imprecisas, dúbias, incompletas ou equivocadas” e que estariam “noticiando o restabelecimento de uma normalidade inexistente, em temas fundamentais para a população, como a qualidade da água e do ambiente aquático, recuperação de nascentes e bioengenharia, recuperação econômica, indenização, reassentamento e concentração de rejeitos”. A ação também mencionou a existência de estudos científicos, perícias e trabalhos de campo realizados por especialistas que demonstrariam o contrário do que apregoam os materiais publicizados pela Fundação Renova.

    “No período de pouco mais de um mês [6 de setembro a 11 de outubro de 2020], a Fundação despendeu R$ 17,4 milhões com um único contrato de publicidade, cujo objetivo foi tão somente o de promover uma imagem positiva da entidade e de suas mantenedoras. Ao todo, foram 861 inserções em TVs e 756 em emissoras de rádio, sem incluir o material divulgado em veículos impressos e portais de notícias”, afirmaram na época as instituições de Justiça. Elas avaliaram que as inserções publicitárias não têm os atingidos como verdadeiro público-alvo, mas investidores e a sociedade em geral.

    “Tais valores adquirem especial relevância quando se constata que eles foram gastos em detrimento de diversos programas cuja execução é a única razão da existência da Renova. Prova disso é que os R$ 17,4 milhões gastos com a campanha veiculada em 2020 são superiores ao valor individualmente gasto em 13 dos 42 programas previstos no acordo que criou a entidade, conforme dados apresentados no site da própria fundação”, acrescentaram.

    Embora divulgada nessa terça-feira (6) pelo MPF, a decisão foi assinada há duas semanas. Conforme a condenação, além de pagar R$ 56 milhões por danos materiais e morais, as mineradoras e a Fundação Renova deverão realizar uma contrapropaganda, com novas peças trazendo esclarecimentos sobre tópicos presentes nas publicidades que foram considerados incorretos, inverídicos ou imprecisos.

    A decisão observa que uma das obrigações da Fundação Renova previstas no TTAC é a veiculação de informações de forma transparente, clara e objetiva. Segundo o juiz Vinícius Cobucci, as peças veiculadas pela entidade tentam romantizar a reparação, são destinadas à autopromoção, relativizam o sofrimento dos atingidos.

    Ele considerou que houve “verdadeira campanha de desinformação, com o intuito de minimizar o impacto do rompimento da barragem” e avaliou que a “tentativa de controle da narrativa para criar uma campanha orquestrada de desinformação não é apenas imoral, como ilegal”. Cobucci também lamentou a postura da Fundação Renova de sempre responsabilizar terceiros por atrasos e outros problemas. “Não há autocrítica ou humildade para admitir que a fundação erra”.

    Procurada pela Agência Brasil, a Fundação Renova afirmou que atua nos limites do TTAC e que apresentará recurso contra a referida decisão. A Samarco informou que se manifestará sobre o assunto apenas nos autos do processo. A Vale e a BHP Billiton não se posicionaram.

    O descontentamento com o processo reparatório levou os governos, as mineradoras e as instituições de Justiça a iniciarem em 2022 uma negociação para um acordo de repactuação, capaz de apontar solução para mais de 85 mil processos atualmente em tramitação. Até o momento, no entanto, não houve sucesso devido à falta de consenso em torno dos valores. A oferta das mineradoras têm sido considerada insuficiente pelas demais partes.

    *Por Agência Brasil

    BHP Billiton Fundação Renova Justiça Federal Mariana Mineradora Samarco Trajédia TTAC Vale
    Artigo anteriorBrasil ultrapassa marca de 5 mil mortes por dengue
    Próximo artigo 3ª Semana da Educação Infantil – Itabira recebe exposição de insetos gigantes 

    Postagens relacionadas

    Minas Gerais Política

    Governador de Minas assume presidência do Cosud no 14ª encontro do Consórcio

    09/12/20258 Visualizações0
    Minas Gerais Saúde

    Secretaria de Saúde de João Monlevade realiza 160 consultas oftalmológicas na próxima semana

    08/12/202510 Visualizações0
    Minas Gerais

    GonçaloFolia 2026 abre inscrições para desfile de blocos

    06/12/20254 Visualizações0
    Adicionar Comentário
    Leave A Reply Cancel Reply

    As mais lidas

    Vale se prepara para novo ciclo de mineração em Itabira

    04/12/202562 Visualizações

    Homem é esfaqueado dentro de comércio no bairro Santa Marta

    08/12/202544 Visualizações

    Carteira de motorista: novas regras passam a valer esta semana

    08/12/202534 Visualizações

    Prefeito Marco Antônio Lage confirma presença do presidente Lula, na inauguração do serviço de radioterapia do HNSD

    09/12/202522 Visualizações

    Prefeitura de Itabira autua Vale por descarte irregular de efluentes na rede pública

    06/12/202520 Visualizações
    Mais populares

    Vale se prepara para novo ciclo de mineração em Itabira

    04/12/202562 Visualizações

    Homem é esfaqueado dentro de comércio no bairro Santa Marta

    08/12/202544 Visualizações

    Carteira de motorista: novas regras passam a valer esta semana

    08/12/202534 Visualizações
    Nossas escolhas

    Vacina contra a bronquiolite começa a ser aplicada em grávidas de Itabira

    09/12/2025

    FPM: União repassa R$ 6,3 bi aos municípios brasileiros, nesta quarta-feira (10)

    09/12/2025

    Anvisa publica registro da vacina contra a dengue do Butantan

    09/12/2025
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    © 2025 Via Comercial. Desenvolvido por Dislei Gomes - Política de privacidade

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.