Vítimas de incêndio na Santa Casa de Belo Horizonte são veladas nesta quarta

Os corpos das vítimas que morreram em consequência do incêndio na Santa de Belo Horizonte, na última segunda-feira (27), serão sepultados nesta quarta (29).  

Na capital, o corpo de Cezar Freitas de Jesus, de 59 anos, está sendo velado no cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, na região Norte da cidade. 

Já o corpo de Otávio Jordany Melo Resende, de 23 anos, foi levado para Pimenta, no Centro-Oeste de Minas Gerais, cidade onde ele morava. O velório dele inicia às 10h30. 

O terceiro corpo será velado no cemitério do Rosário em Nova Lima, na Grande BH, e trata-se de uma idosa de 92 anos.

Os três estavam no 10º andar do prédio que foi atingido pelas chamas e morreram por asfixia. As causas do incêndio ainda são investigadas, mas a principal suspeita é de que o incêndio iniciou no sistema de oxigênio do hospital.

‘Tragédia o levou cedo demais’, diz esposa de Otávio

“Ele tinha uma força de vontade de viver de admirar, nunca abaixou a cabeça diante da doença, sempre fez todos os tratamentos com muita empolgação e fé”. É assim que Júlia Rodrigues Moura, esposa de Otávio Jordany Melo Resende, se recorda do marido. O jovem de 23 anos morreu na noite da última segunda-feira (27) em consequência do incêndio que atingiu a Santa Casa de Belo Horizonte. Ele estava em frente ao quarto onde as chamas iniciaram e dependia de ventilação mecânica.

Natural de Piumhi, Otávio morou a vida inteira em Pimenta, no Centro-Oeste de Minas Gerais, mas precisou vir para a capital após diagnóstico de Linfoma de Hodgkin Clássico – câncer de sangue. A doença foi descoberta em março do ano passado.

O jovem estava há 42 dias no hospital sendo acompanhado diariamente pela esposa, que, mesmo após ser transferido para o CTI, não deixou de ir à Santa Casa visitá-lo. “Otávio estava estável dentro da gravidade dele, melhorando aos pouquinhos e devagar, era um paciente que não tolerava transporte (nem para exames), em seu leito estava seguro. O incêndio foi no quarto em frente ao dele e não chegou até ele, mas ele não aguentou a locomoção, estava dependo muito da ventilação mecânica. Então sim, o incêndio foi crucial para a morte dele”.

Fonte: Rádio Itatiaia 

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