Covid-19: Minas Gerais retira obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre

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O secretário de Saúde explicou que os municípios têm autonomia para a decisão que começa a valer a partir de sábado.

A partir de sábado (12/03), o uso de máscaras em locais abertos em Minas Gerais passa a ser facultativo. A informação foi repassada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (10/03). O chefe da pasta, ao justificar a decisão, destacou que o estado alcançou números favoráveis de pessoas vacinadas contra a Covid-19. 

Conforme o secretário, a decisão caberá a cada cidade do estado, mas pontuou que o atual cenário é favorável. “Os municípios têm autonomia, mas a equipe técnica da secretaria desenvolveu, diante dos cenários em outros países em especial, que vivenciaram isso há mais tempo, que é seguro, com nossa incidência e taxa de vacinal, que podemos recomendar que não é obrigatório o uso de máscara em lugares abertos”, acrescentou. 

“[Que] as pessoas com sintomas gripais, ou mais vulneráveis, não se sintam constrangidos em usar máscara. A máscara foi muito importante na pandemia e continua. Se alguém estiver com gripe, fique de máscara. Vá ao trabalho de máscara. Vamos proteger as pessoas. A desobrigação não significa estimular a retirada da máscara”, completou. 

Locais fechados

Para o secretário, o uso de máscaras em locais fechados pode ainda ser facultado quando municípios atingirem um percentual de vacinados.”Em ambientes fechados, quando os municípios atingirem além dos 80% de duas doses aplicadas — o que no panorama geral do estado já aconteceu, mas em alguns municípios ainda não — e chegarmos a 70% do reforço aplicado, a obrigação do uso de máscara pode ser facultativo. Criamos esse critério”, esclareceu.

Ainda na entrevista, Baccheretti destacou que em duas semanas o estado deve alcançar o menor patamar de casos. Além disso, explicou que a taxa de letalidade da doença em Minas é de 1.8, enquanto no Brasil é de 2.2, o que representa 20% menos de chance de óbito para cada caso confirmado da doença no estado.“Se o Brasil tivesse a letalidade de 1.8, 60 mil pessoas poderiam estar em casa com suas famílias”, afirmou. 

O programa Minas Consciente, responsável pela coleta de informações para panorama da doença no estado e implementação de medidas de segurança, também chega ao fim no próximo sábado.  “A partir de sábado, acaba o Minas Consciente, um programa que completaria dois anos no próximo mês, que se mostrou muito eficaz durante a pandemia,” anunciou.

*Por Rádio Itatiaia

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