Acordo de Brumadinho: Vale deposita R$ 1,1 bilhão, mas dinheiro ficará parado por falta de aval da ALMG

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A mineradora Vale depositou, nessa quinta-feira (27), cerca de R$ 1,1 bilhão referente à primeira parcela do acordo firmado com o Governo de Minas para reparação da tragédia de Brumadinho, na Grande BH. No entanto, o dinheiro ficará parado na conta do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) porque a Assembleia Legislativa  de Minas Gerais (ALMG) ainda não aprovou o Projeto de Lei (PL) 2.508/21, que autoriza a utilização de recursos do acordo judicial firmado com a Vale. A informação sobre o depósito foi adiantada pelo apresentador Eduardo Costa, na quadro Conversa de Redação, da Itatiaia, nesta sexta-feira.

“Esse dinheiro, R$ 1,1 bilhão, na poupança, se não fiz as contas erradas, significa R$ 165 mil por dia. Mas hoje é sexta, amanhã sábado e depois de amanhã domingo. Então, vamos supor que a assembleia se reúna extraordinariamente e aprove segunda-feira (31): já teremos perdido, de juros desse dinheiro, nas minhas contas, meio milhão de reais”, disse Eduardo Costa no debate, que faz um pelo para os deputados aprovarem o projeto.

Acordo

O acordo para indenização da tragédia causada pela mineradora Vale com o rompimento da barragem no Córrego do Feijão, em Brumadinho, foi assinado em fevereiro deste ano pelo TJMG, governo de Minas, Ministério Público e a mineradora. A assinatura ocorreu após 18 audiências e mais de 100 horas de reuniões.

Pelo acordo, a Vale se comprometeu a pagar R$ 37,68 bilhões ao Estado de Minas Gerais para a realização de investimentos que beneficiem as regiões atingidas. Cerca de 30% dos recursos vão beneficiar o município e a população de Brumadinho.

Algumas obras e ações do projeto serão executadas pelo governo de Minas. Entre elas estão a reforma do Pronto-Socorro João XXIII, aquisição de três helicópteros para o Corpo de Bombeiros,  reforma do Instituto Médico Legal (IML) para aumento da capacidade de identificação de corpos construções do Rodoanel Metropolitano, de cinco hospitais regionais e de um gasoduto da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) até Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas.

Fonte: Itatiaia

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