Enquanto mercado oscila, SUVs de 7 lugares veem salto nas vendas

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As vendas de automóveis 0 km no Brasil estão se recuperando lentamente, mas ainda oscilam. Neste período atípico, o Chevrolet Onix perdeu a liderança em março para a Fiat Strada e o Hyundai HB20. Ao mesmo tempo, carros populares ou de entrada estão caindo de participação no total de mercado e podem até acabar.

No entanto, alguns segmentos não têm muito do que reclamar. É o caso dos SUVs de porte médio ou grande, especialmente aqueles que oferecem a opção de 7 lugares. Tomando por exemplo as vendas do Volvo XC90 no mês passado, observa-se um crescimento de 588,89% na comparação entre os meses de fevereiro e março. Respectivamente, as vendas saltaram de 18 para 124 unidades. 

Em fevereiro, a Volkswagen apresentou a linha 2021 do Tiguan Allspace ao mercado nacional. Prestes a começar as vendas do SUV médio Taos, a marca optou por oferecer o modelo maior apenas na configuração com motor 2.0 turbo e 7 lugares, a mais cara. Ao invés de o movimento ter prejudicado as vendas, acabou aumentando a comercialização do carro. Em março, 462 unidades foram vendidas, contra 182 unidades em fevereiro. O crescimento foi de 153,85%.

Por que as vendas de SUVs de 7 lugares estão crescendo?

Com a desvalorização do real e a perda de poder aquisitivo, a movimentação que vem transparecendo no mercado mostra que o público que ainda está comprando veículos 0 km está migrando para segmentos mais premium, enquanto os carros de entrada minguam e são substituídos por modelos de segunda mão. 

Apesar de os dados do IBGE apontarem que, em média, uma família tem cerca de 1,77 filho no Brasil, os modelos de 7 lugares apresentam algumas vantagens práticas. No caso de uma família com dois bebês, conciliar dois assentos infantis e mais algum parente que por ventura vá de carona é tarefa árdua em um modelo compacto ou que acomode apenas 5 passageiros.

Além disso, os modelos com carroceria de SUV são geralmente mais altos, facilitando a instalação dos equipamentos para as crianças e, em alguns casos, ajudam no embarque e desembarque de idosos. Nestes carros, os 7 assentos são distribuídos da seguinte forma: dois na frente, três ao centro e mais dois nos bancos extras que costumam ficar no porta-malas. A última fileira ainda pode ser recolhida para liberar espaço no bagageiro se não forem usados.

A indústria está de olho

Apesar de os SUV maiores e de 7 lugares não serem a maioria do mercado atualmente, as montadoras já estão de olho no crescimento desse segmento.

A Stellantis, por exemplo, acabou de renovar o campeão de vendas Jeep Compass com mais tecnologia e motores eficientes. No entanto, a empresa já está desenvolvendo uma variante alongada do SUV exatamente para acomodar a terceira fileira de assentos. De olho nos filões mais premium, tal carro pode receber apenas motores a diesel, que são mais caros.

Assim como aconteceu com os SUVs no geral, a tendência é que a movimentação se popularize e chegue a modelos menores e mais acessíveis. É o caso do Hyundai Alcazar, modelo que foi apresentado para o mercado indiano e nada mais é que um Hyundai Creta reestilizado e alongado para ter mais dois assentos. 

Da mesma forma, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi exibiu na Europa um conceito chamado Bigster, maior que os atuais Renault Duster e Captur. Luca de Meo, diretor executivo para a marca, afirmou que a versão de produção da novidade seria uma solução de médio prazo para a montadora, com o objetivo de aumentar sua participação de mercado na América Latina.

Fonte: CNN BRASIL

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