PREFEITO – Ronaldo questiona atuação do MPT na interdição da Vale em Itabira

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Ronaldo estava ao lado do procurador geral do município, Leonardo de Souza Rosa e Rosana Linhares, secretária de saúde – Foto: Lucas Fernandes/VIA

O prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB) questionou ontem o fato de o Ministério Público do Trabalho (MPT) só estar atuando na fiscalização da Vale em Itabira. A empresa teve as minas Conceição, Cauê e Periquito fechadas por determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT3), que “ressuscitou” um auto de interdição assinado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), logo após uma visita de auditores fiscais que apontaram um elevado risco de contaminação pelo coronavírus na área da Vale. As informações são do jornal Diário de Itabira desta quarta-feira (10).

Ronaldo Magalhães comparou o cenário das minas da Vale em Itabira com outros complexos no país e disse que ainda não há explicação para a atuação do MPT. “Estamos trabalhando juntamente com a Vale para encurtar esse tempo e voltar a funcionar o mais rápido possível. O que questiono até o momento é por que só Itabira se a Vale está testando [contra o coronavírus] no Brasil inteiro? É um questionamento, uma dúvida que eu tenho, que não foi tirada até agora”, disse o prefeito.

O prefeito de Itabira fez ainda comparativo entre os dados apurados em complexos da mineradora em outros estados. “O [estado do] Pará está fazendo, ali para o lado de Nova Lima, Belo Horizonte, São Gonçalo, aqui pertinho de nós. Por que só em Itabira o Ministério Público do Trabalho está atuando? Isso é um negócio que eu preciso saber, no futuro. Mas estamos trabalhando, eu falei das dificuldades que tivemos, vamos vencer essa também e eu espero que até quinta [amanhã] ou sexta-feira essa situação se resolva”, completou ele.

Para Ronaldo Magalhães, a situação de Itabira deveria chamar menos atenção do que outras localidades. “Aqui tivemos um caso de óbito de uma pessoa que já tinha alguns problemas de saúde, infelizmente. A gente sente muito por essa perda e não queremos perder mais ninguém. E lá, no Pará, já teve um número maior de óbitos e o Ministério Público do Trabalho não autuou ainda”, enfatizou. 

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