Talude de linha férrea da Vale ameaça cair e moradores são levados para hotel

Um talude de uma linha férrea da Vale, localizado no bairro Olhos D’Água, na região Oeste de Belo Horizonte, foi interditado na noite de sexta-feira (17/01) pela Defesa Civil estadual. Devido à ameaça de a estrutura vir abaixo, quatro famílias que moram próximo à área afetada foram retiradas de suas casas.

Foto: Divulgação/Vale

Em nota, a Vale informou ter identificado, na tarde de sexta-feira (17/01), um deslizamento em uma das encostas do Terminal Ferroviário do bairro Olhos D’Água provocado pelas fortes chuvas dos últimos dias.

No total, foram removidas dez pessoas, sendo oito adultos e duas crianças. Elas moravam em quatro residências. Há ainda outras três casas no local, mas elas estão vazias. Os imóveis ficam logo embaixo do talude que dá sustentação para a linha férrea da Vale. A passagem de trens no local também está interrompida até que a situação esteja estabilizada.

Como a previsão é de mais chuva neste fim de semana, a Vale, por solicitação da Defesa Civil, realocou, temporariamente, os moradores das residências da área de influência do deslizamento em um hotel no bairro Luxemburgo, região Centro-Sul da capital. A mineradora disse estar prestando apoio às famílias.

O tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, explicou que o deslizamento do barranco não tem a ver com barragens. “Não tem nenhum tipo de ligação com barragem de rejeito, nem barragem de água. Fomos acionados pela Vale em que os técnicos da empresa, após analisarem o terreno, verificaram que há uma possibilidade de carreamento desse talude”, disse.

“Em função do período chuvoso, esse terreno está muito encharcado. Então, a empresa, de forma preventiva e conservadora, sugeriu que a Defesa Civil viesse ao local e visse o talude. Corroboramos com a ideia da empresa de retirar essas pessoas de forma preventiva e alocá-las em hotéis”, completou.

Os técnicos da Vale continuarão monitorando o talude e um novo panorama da situação será repassado à Defesa Civil estadual, que decidirá se as famílias permanecerão no hotel ou se voltarão para as suas casas.

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