Com novo técnico engatilhado, Atlético lutará para não entrar em ‘dança das cadeiras’

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Fotos: Bruno Cantini/Atlético

Escolher um nome para “morrer abraçado” ´foi a tática que o Atlético utilizou neste fim de temporada, pensando nos dois próximos anos. Buscando acabar com a famosa “dança das cadeiras” e ter um técnico para um projeto de médio a longo prazo, a diretoria do alvinegro estudou nomes e, após o “não” do argentino Jorge Sampaoli, dá todas as pistas de que o venezuelano Rafael Dudamel será o comandante da equipe a partir de janeiro.

Ex-goleiro e um dos responsáveis pela transformação da Seleção de seu país, Dudamel parece se encaixar no perfil que a cúpula atleticana deseja para o futuro. Além de saber lidar com os chamados “medalhões”, o técnico de 46 anos tem como diferencial o tratamento com os jovens da base. O “olhar clínico”, inclusive, foi um dos pontos que fez despertar a atenção dos mineiros.

Conforme apurou a reportagem do HD, Dudamel se reuniu com Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético, e outros representantes do clube durante quatro horas. 

Mantendo mistério em relação ao novo dono da prancheta, Sette Câmara deixa a revelação para 3 de janeiro, quando oficializará também a contratação de alguns reforços. Contudo, todos os caminhos levam ao nome de Dudamel.

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TÉCNICOS

Teve o Atlético em 2019. Levir Culpi, Rodrigo Santana e Vagner Mancini foram os comandantes do alvinegro na atual temporada.

Fim de um vício

A última vez que o Atlético teve um mesmo treinador por duas temporadas seguidas (completas) foi na “Era Cuca”, que deu ao clube a tão sonhada e inédita conquista da Copa Libertadores, em 2013.

Acertado com o Shandong Luneng, da China, ainda durante o Mundial de Clubes, o curitibano deu lugar a Paulo Autuori, contratado pelo até então presidente Alexandre Kalil.

De lá para cá, o Atlético se acostumou a colecionar comandantes. Ainda em 2014, ano em que conquistou a Copa do Brasil e a Recopa Sul-Americana, Levir Culpi surgiu como sucessor de Autuori e pôs no currículo os canecos; no cargo até o fim de 2015, ele acabou sendo substituído pelo interino Diogo Giacomini, que fez a função nas partidas contra Grêmio e Chapecoense. 

Em 2016, vieram outras três trocas: o uruguaio Diego Aguirre, o ex-jogador Marcelo Oliveira e, novamente como interino, o “bombeiro” Giacomini. No ano seguinte, Roger Machado, Rogério Micale e Oswaldo de Oliveira. O último, substituído pelo jovem Thiago Larghi, já em 2018. Neste mesmo ano, Levir, em sua quinta passagem pelo clube, completou a “roda gigante”, até que, em abril de 2019, assinou mais uma demissão.

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