China proíbe militares dos EUA de fazer escala em Hong Kong e multa ONGs

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A China anunciou, nesta segunda-feira (02/12), que proibiu navios e aeronaves militares dos Estados Unidos de fazer escala em Hong Kong em resposta às leis aprovadas na semana passada por Washington sobre a ex-colônia britânica. Além disso, o país acrescentou que aumentará as sanções contra ONGs americanas, como a Human Rights Watch (HRW).

Durante entrevista coletiva do Ministério das Relações Exteriores, a porta-voz Hua Chunying considerou que a validação da chamada “Lei dos Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong” pelos EUA, pela qual Washington poderia sancionar autoridades chineses, é uma grave violação do direito internacional”.

“Em resposta a isso, decidimos suspender a revisão de qualquer pedido de navios e aviões militares americanos para parar em Hong Kong e aumentar as sanções contra as ONGs americanas que se comportam mal nos distúrbios”, disse Hua.

Além da HRW, as ONGs americanas que serão sancionadas pela China, segundo a porta-voz, são a Fundação Nacional para a Democracia, o Instituto Nacional Democrático de Relações Internacionais, o Instituto Republicano Internacional e a Freedom House.

Hua ressatlou que “muitos fatos e evidências” mostram que essas ONGs “apoiam o movimento anti-China” em Hong Kong e “as incentivam a se envolver em atividades violentas e criminosas e instigam essas atividades separatistas”.

Na última quinta-feira (28/12), o presidente americano, Donald Trump, validou dois projetos de apoio ao movimento de protesto em Hong Kong, fazendo com que o governo chinês convocasse o embaixador dos EUA em Pequim, Terry Branstad.

Manifestações

Em novos protestos, um manifestante nocauteou um homem de 53 anos, com uma tampa de bueiro, no domingo (02/12), durante mais um dia de protestos em Hong Kong. O golpe deixou a vítima inconsciente por alguns momentos.

 
Um vídeo publicado por vários portais de notícias, mostra uma pessoa deliberadamente se aproximando do homem e o agredindo com a tampa. A vítima, que estava nas ruas para remover as barricadas dos manifestantes, ficou com a cabeça ensanguentada. Em seguida, um voluntário médico se aproxima para tratar o ferido.

Um porta-voz da polícia condenou o ataque e disse que não vai “tolerar que os manifestantes continuem usando a violência” para alcançar seus objetivos. “Tomaremos medidas para restaurar a ordem na sociedade e levar todos os infratores à Justiça”, afirmou.

Após duas semanas relativamente tranquilas, os manifestantes voltaram ontem às ruas, em três passeatas autorizadas em diferentes partes da cidade. Em um desses atos, eles agradeceram aos Estados Unidos pela aprovação da Lei de Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong, e cerca de mil pessoas participaram dela, uma imagem que contrasta com as manifestações em massa do passado.

No entanto, na madrugada desta segunda-feira (02/12), uma das manifestações teve episódios violentos ao atravessar o distrito de Kownloon, quando alguns manifestantes destruíram lojas e restaurantes e entraram em confronto com a polícia.

Os protestos em Hong Kong começaram em junho, após um polêmico projeto de extradição, já retirado pelo governo, mas se transformaram em um movimento que busca uma melhoria nos mecanismos democráticos de Hong Kong e uma oposição à crescente interferência de Pequim.

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