Michel Teló conquista o público em ‘churrasco-show’ em Caeté

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

 123 Visualizações

Michel Teló se apresentou no Tauá Resort (foto: Kelen Cristina/EM/DA Press)

Em 2011, ele alcançou o estrelato de forma avassaladora depois que o refrão-chiclete de ‘Ai se eu te pego‘ invadiu os gramados pelas mãos de craques do futebol como Cristiano Ronaldo e Neymar – que usaram a música na comemoração de seus gols na Europa. Pois Michel Teló avisou e cumpriu. Ele pegou mesmo. De lá pra cá, abraçou todas as oportunidades, expandiu seus horizontes e se tornou artista multifacetado. Está nos palcos, na TV, no teatro, tem negócios no ramo da construção civil, uma empresa de atuação no setor musical (a Brothers, em que gerencia a própria carreira ao lado do irmão Teófilo) e não se assustem se pintar algo mais por aí. Michel Teló é inquieto, gosta de desafios.

“A gente vem ‘pegando’ desde sempre, né”, brincou o cantor, minutos antes de subir ao palco em mais uma edição de seu atual projeto: o Churrasco com Teló, que esgotou a lotação do Tauá Resort (em duas semanas, todos os ingressos foram vendidos), em Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte, neste fim de semana.

“Já são 26 anos, quase 27 de carreira, e sempre batalhando, é muito trabalho. Graças a Deus, as coisas foram acontecendo positivamente. Foram surgindo as ideias, os convites, e resolvemos acreditar que ia dar certo”, afirmou Teló, que iniciou a vida musical como integrante de banda e está em voo solo desde 2009.

O Churrasco com Teló começou em 2018 e atualmente é conduzido pela Brothers. A ideia é percorrer, até o ano que vem, resorts do país com um show mais intimista, contemplando não só as canções gravadas por ele, mas também outras emblemáticas do menu sertanejo, oferecendo o cardápio preferido dos brasileiros: uma boa carne assada. Deu tão certo que foi adicionada ao projeto a gravação de três EPs. O segundo será lançado ainda este ano. A próxima parada do churrasco é Foz do Iguaçu (PR), em dezembro.

“A ideia era justamente reunir a galera, fazer um evento para as famílias, os amigos, com churrasco de qualidade legal, um show diferenciado, para todo mundo curtir, passar uma tarde ou um fim de semana em um resort bacana… E a gente curtiu tanto que decidiu fazer o DVD”, explica o cantor.

O evento no Tauá retratou perfeitamente como é, hoje, o espectro de fãs de Teló. Não há segmentação por idade ou gênero. Há aqueles que têm todas as músicas na ponta da língua. Outros nem se identificam tanto com os hits que Teló canta, mas simpatizam com a figura do cantor. O paranaense, de 38 anos, ganha a admiração alheia por vezes gratuitamente. Voz serena, jeitinho de menino do interior, sorriso largo, é difícil ver o nome dele envolvido em alguma polêmica, tão comum em tempos de polarização e comunicação desenfreada nas redes sociais.

Em Caeté, uma fila se formou uma hora antes da apresentação, a maioria pais levando crianças para tirar fotos. Ele atendeu a turma pacientemente. No palco, durante quase duas horas, só não tirou selfies com os convidados enquanto carregava o violão ou a sanfona. Com as mãos livres, era invariavelmente uma no microfone e outra com o celular de alguém.

 

Reality

Muito dessa diversidade no rol de fãs de Teló se deve à sua presença cada vez maior na tela da TV. Ele se divide entre gravações do ‘Bem sertanejo’ – quadro do programa’ Fantástico’ – e do ‘The Voice’, em que atua como jurado de cantores em busca de afirmação e reconhecimento.

A supremacia no reality musical impressiona. Michel Teló ganhou tudo. São cinco anos como tutor de campeões. Especulou-se até que ele poderia não estar na próxima, para dar chance aos outros jurados. “Ano que vem, estarei lá de novo, se Deus quiser”, assegura. “Até falei com o chefe: ‘Boninho, não me demite, não’”, completa, às gargalhadas.

Ele está a uma vitória de se igualar a Blake Shelton, recordista, que atua na versão norte-americana. Mas Teló não parece se ligar muito nesse duelo particular: “Já ganhei cinco seguidas, estou no lucro”. O segredo? Segundo ele, a resposta está em uma conjunção favorável de fatores que vem se repetindo ano a ano: “Tive a alegria de ter o feeling de acreditar nas vozes que o público também estava curtindo. É uma questão de sentimento, de energia. Fazer as escolhas certas. E também tive sorte de ter as vozes que eu queria para a final”. Sorte e talento. Simples assim.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *