Condições de rodovias mineiras pioram em um ano e 70% precisam de melhoria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

 73 Visualizações

As rodovias pavimentadas que cortam Minas estão piores do que no ano passado, precisam de investimento bilionários para melhorias e estão em nível abaixo do que a média do Brasil. Este é o panorama apresentado na 23ª Pesquisa CNT de Rodovias, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-feira (22).

Em Minas, 70,6% das estradas estão em condições ruins, péssimas ou regulares, o que significa que precisam de investimentos massivos para melhorias. Em 2018, eram 61,3% das pistas nestas condições, o que mostra uma piora considerável da infraestrutura da malha rodoviária do Estado.

O levantamento foi feito levando em conta 15,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais no Estado. Os dados mostram, também, que Minas está aquém da realidade nacional. O índice de estradas com conceito péssimo, ruim ou regular no restante do país é de 59%, ou seja, 11 pontos percentuais abaixo. 

Os pesquisadores da Confederação avaliaram as estradas mineiras em três quesitos: sinalização, pavimentação e geometria da via. E foi neste último quesito, que envolve curvas com espaço adequado, presença de acostamentos e tamanho correto de viadutos e pontes que Minas levou a pior nota: 81,7% está aquém do necessário, com 39,5% delas em condições péssimas de geometria.

O principal problema que os avaliadores notaram em Minas no quesito geometria da via foi a falta de acostamento: 58% das estradas não possuem. e em 31,1% dos trechos onde há curvas perigosas, os motoristas não encontram acostamento ou defensa (proteções metálicas nas laterais das curvas).

Contudo, nos outros dois pilares da avaliação, pavimentação e sinalização, Minas também foi reprovada. Segundo a CNT, 61% das pistas do Estado possuem pavimentação indesejável e em 129 km (0,8% do total) a pista está totalmente destruída. A sinalização nas pistas também está imprópria, seja por falta de placas, destruição ou falha na visibilidade, em 58,9% dos trechos.

Soluções

Se os problemas são muitos, a pesquisa mostra que os caminhos para resolvê-los também parecem estar bem longe de um cenário próximo. Só em Minas Gerais, para recuperar os problemas que as estradas apresentam, o poder público deveria investir, de acordo com cálculos da confederação, R$ 6,67 bilhões.

Para se ter uma ideia da discrepância de valores, até setembro deste ano, o governo federal investiu R$ 465,97 milhões na infraestrutura de rodovias mineiras, cerca de 7% do necessário. Os valores investidos por outros entes (Estados, municípios ou iniciativa privada, em caso de rodovias concessionadas) não foram calculados pela CNT.

Para o presidente da CNT, Vander Costa, sem expansão dos investimentos, não será possível expandir e sequer manter as vias rodovias em uso. “É urgente a necessidade de ampliar os recursos para as rodovias brasileiras e melhorar a aplicação do orçamento disponível”, afirma. Segundo ele, “a priorização do setor nas políticas públicas e a maior eficiência na gestão são imprescindíveis para reduzir os problemas nas rodovias e aumentar a segurança no transporte”.

Outros números:

  • Prejuízo gerado com custos de acidentes no Estado em 2018 (inclui internações, gastos médicos e reparações em pistas): R$ 1,26 bilhão
  • Gasto a mais com diesel por transportadores devido às más condições das estradas no País: R$ 541,6 milhões
  • Pontos críticos encontrados em Minas Gerais: 21
  • 17 erosões em pistas, uma queda de barreira e três buracos grandes

Posicionamentos

A reportagem procurou as assessorias de imprensa do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) e o Departamento de Edificações de Estradas de Rodagens de Minas Gerais (Deer-MG). O Dnit informou ter investido R$ 465 milhões no Estado este ano e que ainda estão previstos outros R$ 171 milhões no orçamento do órgão.

Já o Deer-MG afirmou que R$ 140 milhões já foram investidos em melhorias nas estradas mineiras em 2019, o que incluiu modernização de rodovias e recuperação de pontos críticos.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *