Economia mineira demanda investimento de R$ 44 bilhões

Pelo menos R$ 44,612 bilhões deveriam ser investidos em Minas Gerais até 2025 para compensar os estragos econômicos decorrentes da desativação de empreendimentos mineradores, realizado com o objetivo de mitigar os riscos à população. Do montante, o setor privado arcaria com R$ 24,228 bilhões e o poder público, com R$ 20,384 bilhões. 

Os dados foram levantados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que promete montar uma força tarefa para tirar os projetos do papel. Os aportes alavancariam a economia e gerariam empregos.

No entanto, entre os entraves para a liberação dos recursos, conforme a gerente de Estudos Econômicos da entidade, Daniela Brito, estão as licenças. “Alguns projetos dependem de medidas administrativas, outros, de licenças. Mas muitos já têm projeto de engenharia ou estão licitados”, afirma gerente.
Segundo Daniela, representantes da Fiemg se organizam para conversar com deputados e até mesmo ira a Brasília apresentar os números às autoridades. O objetivo é mostrar a importância dos aportes para que Minas Gerais possa respirar aliviada. 

Os projetos, ela ressalta, são dos mais diversos setores. Em infraestrutura, espera-se que sejam licitadas as concessões das rodovias BR–364/BR–365, BR–040, BR–116 e BR–381/BR–262. Também estão listados os investimentos no metrô da capital, intervenções no Anel Rodoviário e a antecipação das concessões ferroviárias da FCA, da MRS e da EFVM. Na área da saúde, o estudo contempla os recursos necessários para a construção do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.

Os empreendimentos que devem sair do papel de maneira mais rápida são os de energia. De acordo com a assessora de Energia da Fiemg, Tânia Mara Santos, estão previstas a construção de 20 fazendas solares de 5 megawatts de pico cada. 

Juntas, as fazendas solares vão demandar R$ 400 milhões em investimentos e prometem gerar 5.000 empregos, entre diretos e indiretos. 
“As fazendas solares devem ser construídas em áreas sem plantação, e vão abastecer indústrias e comércios mineiros por meio da geração distribuída. As licenças são simplificadas”, afirma Tânia Mara. A expectativa é que esse tipo de geração energética reduza a conta de luz das empresas em até 15%. Ela estima que este tipo de empreendimento fique pronto em até um ano.

A assessora de energia destaca, no entanto, que a Fiemg não será a responsável pela construção das fazendas. “A Fiemg procura parceiros para construí-las”, diz.

 

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