ESTÁDIO INDEPENDÊNCIA – Atlético supera expulsão, empata com Defensor e avança na Copa Libertadores

Cazares foi responsável pela melhor chance do Galo, ao chutar bola na trave no primeiro tempo (Foto: Juarez Rodrigues/EM D.A Press)

Não foi das noites mais brilhantes do Atlético no Independência. Pela escalação, o técnico Levir Culpi já avisava: com Zé Welison e sem Chará entre os titulares, o time seria mais comedido. E realmente foi. Diante de um estádio lotado com 22 mil torcedores na noite desta quarta-feira, a equipe alvinegra segurou a vantagem conseguida no Uruguai e empatou por 0 a 0 com o Defensor-URU, na partida de volta da terceira fase da Copa Libertadores. O resultado garantiu a classificação ao Grupo E da principal competição do continente. Na chave, também estão o Cerro Porteño-PAR, o Nacional-URU e o Zamora-VEN.[pro_ad_display_adzone id=”44899″ align=”right”]

A atuação do Atlético foi segura durante toda a partida. A expulsão de Zé Welison aos 10’ do segundo tempo fez com que a equipe recuasse. Nada que incomodasse Levir Culpi. Afinal, o time alvinegro jogava com a vantagem de ter vencido a partida de ida por 2 a 0 no Estádio Luis Franzini, em Montevidéu, a capital uruguaia.
 
Sem compromisso pelo Campeonato Mineiro no final de semana em função do Carnaval, o Atlético volta a campo apenas na próxima quarta-feira, quando estreia na fase de grupos da Libertadores. Novamente em Belo Horizonte, o time alvinegro recebe o Cerro Porteño, a partir das 19h15. Ainda há indefinição sobre o local da partida, que pode ser o Independência ou o Mineirão.

Eliminado da Copa Libertadores, o Defensor espera a definição dos outros confrontos da terceira fase para saber se disputará a Copa Sul-Americana. volta a campo neste domingo, pela terceira rodada do Torneio Apertura – competição equivalente ao primeiro turno do Campeonato Uruguaio. A partir das 16h30, ‘La Violeta’ visita o Rampla Juniors, no Estádio Olímpico, em Montevidéu.

Calma para administrar vantagem
 
Por precaução e para evitar ser surpreendido em casa, o técnico Levir Culpi surpreendeu na escalação do Atlético. O atacante Chará foi substituído pelo volante Zé Welison. Com isso, Elias foi deslocado do meio para a ponta, lugar ocupado originalmente pelo ponta colombiano.
 
A alteração deu ainda mais liberdade a Cazares. Em grande fase, o meia equatoriano criou três boas oportunidades em cinco minutos. Na primeira, o chute de longe parou nas mãos do goleiro Gastón Rodríguez. Na segunda, a bola caprichosamente bateu na trave. A terceira, do meio-campo, encobriu o arqueiro rival, mas foi para fora.
 
Do lado uruguaio, o técnico Jorge da Silva também surpreendeu na escalação. O meia Piquerez, que entrou bem no jogo de ida, e o atacante Navarro, principal arma ofensiva da equipe, ficaram no banco. Nos primeiros minutos, o Defensor teve dificuldades para manter a bola e criar oportunidades de gol.
 
E o cenário continuou assim ao longo de todo o primeiro tempo. Com a bola, mas sem pressa, o Atlético trocava passes calmamente. As chances mais claras – raras na primeira etapa – foram de Ricardo Oliveira, de fora da área, e Fábio Santos, após belíssimo passe de trivela de Luan. O placar, entretanto, não se alterou.
 
Expulsão e vaga garantida
 
Com ainda menos tempo para reverter a desvantagem, o Defensor tentou partir para cima no início do segundo tempo. Em chutes de fora e cruzamentos para a área, os uruguaios chegaram a assustar a torcida alvinegra. O Atlético, entretanto, se defendia bem e evitava lances de maior perigo.
 
Aos 10’ da etapa final, o cenário piorou para os donos da casa. Aposta de Levir, Zé Welison matou contra-ataque do Defensor ainda no meio-campo, recebeu o segundo cartão amarelo – já havia sido advertido aos 43’ do primeiro tempo – e foi expulso. O técnico alvinegro, então, reposicionou Elias da ponta para a posição de segundo volante, à frente de Zé Welison. Cazares, por sua vez, foi deslocado para a esquerda.
 
Mesmo mais recuado, Elias – um dos jogadores mais importantes do Atlético na partida – apareceu na área para finalizar cruzamento de Patric, aos 14’. No chão, Gastón Rodríguez impediu o gol.
 
Aos 22’, uma cena curiosa chamou atenção: sem a tradicional placa eletrônica de substituição, a arbitragem precisou usar folhas A4 para indicar alterações. Navarro e Laquintana entraram nas vagas de Nápoli e Ergas. O objetivo de Jorge da Silva, é claro, foi dar mais ofensividade ao time.
 
Levir respondeu dois minutos depois: o volante Jair entrou na vaga do meia-atacante Luan. Com isso, Elias voltou para a ponta – desta vez, para a direita. Tudo para manter o equilíbrio do time e evitar riscos. Curiosamente, o Defensor levou perigo no lance seguinte. De fora da área, Rabuñal arriscou e exigiu defesa de Victor, aos 30’.
Daí em diante, o Defensor tentou lançar a bola na área e finalizar de longe. Mas não foi suficiente. O Atlético se manteve seguro na maior parte dos minutos finais, manteve o 0 a 0 e se classificou ao Grupo E da Libertadores.

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