REGIÃO DE NOVA LIMA – Moradores protestam contra a Vale e fecham entrada da mineradora em Macacos

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Entrada da Vale em Macacos foi fechada por manifestantes. (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

Cerca de 70 moradores e comerciantes de São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima conhecido como Macacos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, fazem uma manifestação contra a situação vivida pela população local desde o último sábado, quando houve a necessidade de evacuação de pessoas de suas casas pelo risco de rompimento da barragem B3/B4, da mineradora Vale. Os manifestantes ocupam, na manhã desta quarta-feira (20/02), a portaria da Mina Mar Azul, da Vale, e exigem que a empresa tome medidas para resolver a falta de segurança do reservatório de rejeitos e permita o retorno de quem está fora de casa.[pro_ad_display_adzone id=”44899″ align=”right”]

Há uma preocupação especial de mães de alunos da Escola Municipal Rubem Costa, que não querem que os filhos voltem às aulas pelo risco de rompimento da barragem. Os manifestantes impedem a entrada de trabalhadores da Vale na mina e são acompanhados de perto de um forte aparato policial. O grupo também questiona a ausência da Prefeitura de Nova Lima em todo o processo de evacuação das famílias da chamada zona de autossalvamento, área que pode ser atingida em caso de rompimento de barragem.

A arquiteta Vera Lúcia Rodrigues, de 32 anos, é uma das pessoas que participa do protesto e pede uma ação da mineradora para tornar a escola e a creche mais seguras. “Não queremos que nossos filhos corram riscos e precisamos também da Prefeitura de Nova Lima para nos dar apoio, o que não está acontecendo”, diz ela.

A professora Vânia Grigorio, de 44 anos, diz que não existe treinamento de evacuação em caso de rompimento e que a escola precisa mudar de local. “Precisamos que a Vale nos dê garantias de segurança e explicações”, afirma. O comerciante Weder Vilela, de 45, questiona a empresa sobre o clima de angústia e desespero que tomou conta de Macacos. “As crianças estão assustadas, a sirene deixou todo mundo apavorado. Queremos saber até quando vai durar essa situação”, diz ele.

Os manifestantes chamam a Vale de assassina e carregam cartazes com dizeres diversos contra a empresa. Um ônibus com funcionários da empresa foi impedido de passar e os trabalhadores aguardam dentro do coletivo.

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

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