CUIDADO – Risco de surto de dengue deixa Minas em alerta

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Com 1.571 notificações de dengue em Minas somente nos primeiros 14 dias de 2019, a população pode enfrentar um ano de epidemia da doença. O número de registros já representa 80% de todos os casos registrados em janeiro de 2018. Chuvas intensas antes do início do verão e a baixa imunidade das pessoas quanto a determinados tipos do vírus reforçam o alerta, apontam especialistas.[pro_ad_display_adzone id=”44899″ align=”right”]

O último surto no Estado foi em 2016. Na época, foram mais de 528 mil registros prováveis (confirmados e suspeitos) e 255 mortes. As outras epidemias foram em 2010 (348 mil doentes) e 2013 (194 mil). Se o intervalo de três anos entre as explosões de casos se mantiver, 2019 será marcado por um cenário crítico da dengue. 

A vulnerabilidade das pessoas a alguns tipos de vírus preocupa. Membro do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza explica serem quatro os subtipos da enfermidade.

Segundo ele, se em um ano um desses tipos circulou, mais indivíduos tiveram contato com ele e ficaram imunes. “Em Minas Gerais, por exemplo, houve mais o tipo 1, que é o mais comum. Então, em 2019, podemos ter mais incidência dos outros”.

O especialista destaca, ainda, que os três meses da primavera, iniciada em setembro, propiciaram a proliferação do Aedes aegypti, vetor da dengue. 

“Houve chuvas intensas e altas temperaturas em outubro, quando o normal é no fim de novembro”, frisou Carlos Magno.

Cuidado

Referência técnica do Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, Paula Figueiredo diz que, por ser de circulação cíclica, a dengue exige cuidado e prevenção constantes.

De acordo com ela, a condição de chuvas e temperatura no território já indicavam mais notificações da doença em janeiro. Hoje, são 60 cidades com risco de surto e cinco com incidência alta ou muito alta de casos.

“Estamos em estado de alerta. O aumento é esperado para este período por causa da sazonalidade da doença. Os meses quentes e chuvosos são mais propícios para a circulação do vetor”, disse Paula Figueiredo. 

Um plano de contingência está sendo colocado em prática, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), nas localidades mais críticas.

“Ele é composto de ações como monitoramento dos casos, envio de boletins, alertas e distribuição de medicamentos. Também são disponibilizados equipamentos e veículos para ajudar as equipes de endemias locais no controle do mosquito”, contou a referência técnica da SES.

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