Ilustrador homenageia artistas mineiros em livro; obra tem renda voltada para o Hospital da Baleia

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Toninho Horta em ilustração feita por Túlio Campos, tendo como referência uma fotografia de Manuel Horta

Hoje em Dia

Foi para sair da inércia e superar um período difícil da vida que o ilustrador mineiro Túlio Campos decidiu transformar em desenho grandes nomes da cultura de Minas Gerais. Embora tenha começado sem grandes pretensões, o projeto ganhou novos rumos, conquistou os homenageados e se transformou no livro “101 artistas mineiros – Volume I” (Ed. Ramalhete, R$ 49). 

Além do desejo de mudança, outros acontecimentos também impulsionaram a produção de Campos, a partir de 2015. “O Fernando Brant teve uma grande influência nisso. Na madrugada anterior a um evento em homenagem a ele, depois de seu falecimento, comecei a fazer as ilustrações. Foram oito de uma só vez”, lembra. 

Depois disso, vários outros desenhos foram produzidos. Tanto que o livro acabou se transformando em uma versão reduzida de todo o trabalho realizado nos últimos três anos. Não por acaso, a obra que homenageia 101 artistas mineiros tem o subtítulo de “Volume I” e deve ganhar outras duas versões. 

“Foi uma experiência de amizade, de enriquecimento cultural. Os três anos de produção do livro me ajudaram em todos os sentidos” Túlio Campos | Ilustrador e autor de “Artistas Mineiros”

“Eu queria fazer uma memória da cultura mineira. Então, o livro está bem diversificado”, destaca, citando nomes consagrados da música, como Paulinho Pedra Azul e Fernanda Takai, além de representantes de outras artes como o Grupo Galão e o escultor Geninho Guerra. 

Em meio a tanta gente, ele conta que um desenho em específico o marcou mais: a ilustração do músico Vander Lee, falecido em 2016. “É muito especial pela forma como aconteceu. Quando o convidei para fazer parte do livro e enviei a ilustração, não demorou mais de um minuto para que ele a colocasse como a imagem de seu perfil pessoal no Facebook e ela continua lá. A última imagem que ele deixou foi uma ilustração minha”, recorda.

Cunho social

A obra colocou em cena outro desejo do autor: o de criar um projeto de cunho sociocultural. “Com o livro, cheguei nessa ideia de colaborar com o Hospital da Baleia, que é uma entidade conhecida por todos e que precisa de ajuda”, diz. 

Apesar do objetivo nobre, ele conta que não foi tão fácil obter apoio de outras entidades. Por outro lado, não faltou apoio dos pais e de vários artistas do país. 

“Tive o apoio de muitas pessoas, diversos nomes da música como Zélia Duncan, bandas mineiras como o Tianastácia, e outros como Ziraldo. Foram uns 300 artistas ou mais, que ajudaram na divulgação do livro”, celebra. 

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