Itabira fecha primeiros meses do ano com queda de 30% nos homicídios

Os registros de roubos e homicídios em Itabira alcançaram a marca de 30,7% de redução nos cinco primeiros meses de 2018. Para se ter uma ideia do que isso significa em números, vale dizer que dos 13 crimes contra vidas registrados no mesmo período em 2017, em 2018 foram registrados 9 casos. Abril é o mês mais violento do ano até o momento com três homicídios. Fevereiro e maio tiveram dois casos cada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27), pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP).

Os números são ainda mais significativos quando se considera que o mês de junho pode fechar sem qualquer crime contra a vida, algo que pode acontecer pela primeira vez nos últimos anos. O levantamento aponta também uma leve queda no número de casos de estupro em Itabira. Até o momento foram registrados três casos dessa modalidade criminal, no mesmo período em 2017 foram quatro estupros registrados no município.

Importante indicador da violência, o número de vítimas de homicídio também está em queda de 21,1% em todo o Estado e 27,2% na capital. Dados do Observatório de Segurança Cidadã da Sesp mostram que, pelo interior, 80,6% dos municípios não tiveram registro deste tipo de crime, mantiveram ou reduziram seus índices. 

Entre as cidades do interior com reduções percentuais de destaque no número de registros de homicídio está Uberlândia, no Triângulo (-54,17%). Foram 48 mortes nos cinco primeiros meses de 2017 contra 22 no mesmo período deste ano. Em segundo lugar está Sete Lagoas, na Região Central, com o número de registros de homicídios caindo de 18 para 10 no mesmo período (-44,44%).

Quando a avaliação é do registro de roubos, Sete Lagoas também aparece em boa posição, com a maior variação de queda: -47,31%. Foram 930 ocorrências de janeiro a maio de 2017, contra 490 no mesmo período de 2018. Nova Serrana, no Território Oeste, também decresceu nas estatísticas deste tipo de crime, saindo de 969 para 568 registros (-41,38%).

Os cinco primeiros meses de 2018 fecham com 9 das 12 estatísticas de criminalidade monitoradas em queda: homicídio tentado e consumado, estupro tentado e consumado, roubo, sequestro e cárcere privado, extorsão, lesão e furto. Estupro de vulnerável tentado e consumado e extorsão mediante sequestro registraram alta no período.

Ainda de acordo com a Sesp, a diminuição da maior parte dos índices é resultado da priorização da segurança pelo Governo por meio do Programa Mais Segurança que é um pacote de ações de gestão, modernização e ampliação do sistema de segurança. O Estado tem, atualmente, a menor taxa de homicídios dos últimos 7 anos. Depois de 6 anos consecutivos de aumento, os roubos também começaram a cair no início de 2017 e desde então, estão com redução mensal nas estatísticas.

Foram contratados mais 4.360 novos militares e cerca de 1.600 investigadores de polícia civil, peritos e médico-legais e adquiridas cerca de 2 mil novas viaturas para as polícias civil e militar. Sem perder de vista a prevenção à criminalidade, programas reconhecidos como o Fica Vivo, Central de Alternativas Penais e Mediação de Conflitos estão sendo levados para novas cidades: somente neste mês serão inaugurados dois novos centros de prevenção à criminalidade.

A apuração de homicídios alcançou 55% em 2017, enquanto a média no país é menos da metade: 25%. A interlocução e integração entre as polícias, Ministério Público e Justiça também têm trazido celeridade e otimização do sistema de segurança como um todo.

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