‘Esmola’, diz professora aposentada sobre pagamento de R$ 500 do salário em atraso

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A cinco dias para o fim de junho, servidores aposentados (especialmente da educação) de Minas Gerais ainda não sabem quando receberão o salário de maio. Até agora, eles tiveram acesso, com atraso, a apenas R$ 500. O governo estadual alega queda na arrecadação devido à paralisação dos caminhoneiros, justificativa que não é aceita pelos aposentados.

“Estou me sentindo humilhada. Ainda tenho dívidas para pagar, porque estou com R$ 100 na carteira. É o que sobrou dessa esmola (R$ 500). Nós temos que pagar por isso? O (salário) dos deputados não está atrasado, creio que o dele (Pimentel) também não está. Então, quem ganha pouco é que tem de sobreviver com o mínimo do mínimo?”, questiona a professora aposentada Maria Cristina.

Os problemas enfrentados por Maria Cristina são os mesmos de milhares de professores aposentados de Minas Gerais. Muitos ligam para a redação da Itatiaia chorando para saber informações sobre o pagamento. Sem dinheiro para o básico, as contas se acumulam e os atrasos constantes levam à inadimplência. A falta de informação deixa os professores mais indignados com o governador Fernando Pimentel.

Sem detalhar sobre o pagamento do salário dos servidores aposentados da educação, Pimentel garantiu, no fim de semana, que o depósito da segunda parcela dos funcionários em exercício será realizado nesta segunda-feira.

O governador disse que o estado continua tentando fazer um empréstimo de R$ 2 bilhões para quitar dívidas, entre elas, a folha de pagamentos. Os créditos seriam adquiridos pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) por meio de um empréstimo no mercado financeiro. 

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