PM muda estratégia para enfrentar conflitos entre caminhoneiros em Minas

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(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

O conflito de interesses em meio à paralisação nacional dos caminhoneiros fez a Polícia Militar mudar de estratégia em Minas Gerais. Enquanto um grupo de transportadores vem abandonando a mobilização nas rodovias e quer seguir viagem, outros motoristas seguem parados e há relatos, inclusive, de episódios de ameaça e violência contra quem pretende voltar a rodar. O desbastecimento prossegue. 

Em virtude dessa situação, o comandante-geral da PM em Minas, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, disse que, além de continuar garantindo escoltas para caminhões-tanque e outros, haverá presença ostensiva da PM nos pontos onde ainda há concentração de caminhoneiros, com o objetivo de garantir a movimentação de condutores que queiram retomar as atividades e de regularizar o fluxo de produtos no estado. Enquanto isso não ocorre, a crise no transporte de carga vem espalhando conflitos em pontos de venda e de bloqueio em várias regiões de Minas. 

O comandante-geral da PM explica que houve orientação do governador Fernando Pimentel (PT) após um sobrevoo nos acessos a Belo Horizonte, que deu uma dimensão geral do tamanho do movimento dos caminhoneiros. Dados de terça-feira indicavam para a PM a concentração de caminhões em cerca de 120 pontos do estado. “Foi expedida uma recomendação para os comandos de policiamento do estado para alterar a estratégia de atuação, mantendo as escoltas dentro das prioridades, mas passando a atuar presencialmente em todos os pontos de interceptação do estado, nessas áreas de escape onde os caminhoneiros estão”, disse o comandante-geral. 

Na prática, o coronel diz que militares vão atuar de forma prévia para que a dissolução dos pontos persistentes de bloqueio ocorra mais rápido. “O que nós fizemos foi passar a colocar a presença física da PM direto nesses pontos, com a finalidade de não permitir que haja coação pela parada de caminhoneiros que passarem e também para permitir a saída daqueles que estão retidos contra vontade”, afirma o coronel. 

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