Incerteza eleitoral afeta recuperação econômica da América Latina

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Protesto a favor da prisão do ex-presidente Lula: poucos meses antes das eleições, Brasil vive incerteza política (Foto: DW / Deutsche Welle)

Um novo relatório, FMI prevê leve crescimento na região em 2018, mas aponta que fatores não econômicos, como imprecisão política antes das eleições em países como Brasil e México, contribuem para retardar recuperação.O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou nesta sexta-feira (11/05) que a incerteza política antes das próximas eleições em vários países da América Latina – como o Brasil e o México, que elegem seus presidentes neste ano – poderia retardar a recuperação econômica da região.

A observação faz parte de um relatório elaborado pelo órgão internacional, apresentado em Lima nesta sexta-feira, com suas perspectivas econômicas para os países latino-americanos e do Caribe.

Embora cite um “futuro incerto” para a região, o documento estima que o crescimento econômico aumente de 1,3%, registrado em 2017, para 2% neste ano. Para 2019, prevê-se uma recuperação ainda maior, de 2,8%.

O FMI disse esperar que, após um aumento do consumo privado no ano passado, o investimento empresarial também cresça e se torne o principal impulsionador da atividade econômica na região, após uma contração de três anos.

Apesar da perspectiva de crescimento e de um aumento de 1,3% do PIB em 2017, o relatório afirma que os níveis de investimento devem permanecer abaixo dos registrados em outras regiões do mundo, limitando o potencial do crescimento latino-americano.

“Muitos desafios estão por vir para a região”, escreve o Fundo Monetário Internacional. Segundo o documento, fatores não econômicos contribuem para retardar a recente recuperação econômica da América Latina. Entre eles, a incerteza política em razão das eleições marcadas para este ano.

Outros fatores seriam tensões geopolíticas e eventos climáticos extremos, além de um aumento nos riscos econômicos externos – particularmente, uma mudança em direção a políticas mais protecionistas e uma retração súbita das condições financeiras globais.

No Brasil, o crescimento econômico deve ser de 2,3% em 2018, graças a condições externas favoráveis e à recuperação do investimento e do consumo privado, diz o documento.

Contudo, há um risco fundamental, segundo o FMI, de a agenda política sofrer alterações depois das eleições presidenciais em outubro, o que poderia levar à volatilidade do mercado e a uma maior incerteza sobre as perspectivas de médio prazo.

Entre os países com maior perspectiva de crescimento em 2018 então o Panamá, com 5,6%, Nicarágua, com 4,7%, Paraguai, com 4,5%, e Bolívia, com 4%.

Em outro extremo está a Venezuela, que vive uma grave crise econômica e política. “A situação econômica da Venezuela está piorando, e a economia está contraindo drasticamente pelo quinto ano consecutivo”, escreveu o FMI. Estima-se uma contração de 15% neste ano, além de uma acumulada de 35% entre 2014 e 2017.

O relatório conclui que, a longo prazo, as perspectivas de crescimento para a América Latina e o Caribe permanecem moderadas, sugerindo que os níveis de renda nesses países estão lutando para alcançar as economias avançadas. (EK/efe/lusa/ots)

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