Sérgio Cabral é condenado a 13 anos por lavagem de dinheiro e chega a 100 anos pena

O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, realiza exame corpo delito no IML em Curitiba (PR). Ele ficará preso no Complexo Medico Penal de Pinhais na região metropolitana de Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/FotoArena/Estadão Conteúdo)

O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, realiza exame corpo delito no IML em Curitiba (PR). Ele ficará preso no Complexo Medico Penal de Pinhais na região metropolitana de Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/FotoArena/Estadão Conteúdo) 

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Cabral já havia sido condenado a 87 anos em outros quatro processos. As penas agora chegam a 100 anos, em cinco ações: quatro com Bretas, no Rio, e uma com o juiz Sérgio Moro, no Paraná.

De acordo com o juiz Marcelo Bretas, a culpa de Sérgio Cabral “se mostra bastante acentuada”. Para o magistrado, o ex-governador é o principal idealizador do esquema de lavagem de dinheiro revelado a partir da operação Calicute, deflagrada em novembro de 2016.

“A magnitude de tal esquema impressiona, sobretudo pela quantidade de dinheiro movimentado. Especificamente no caso dos autos, foram “lavados” mais de quatro milhões de reais em apenas 5 operações de compra de joias. Não bastasse isso, a lavagem de dinheiro que tem como crime antecedente a corrupção reveste-se de maior gravidade, por motivos óbvios, merecendo o seu mentor intelectual juízo de reprovação mais severo”, escreveu Marcelo Bretas em sua decisão.

Foram condenados nesta sexta-feira (2):

  • Sérgio Cabral – 13 anos e 4 meses de prisão
  • Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador – 10 anos e 8 meses de prisão
  • Carlos Miranda, operador de Sérgio Cabral – 8 anos e 10 meses de prisão
  • Luiz Carlos Bezerra, chamado de “homem de mala”, do ex-governador – 4 anos de prisão

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