SAÚDE EM ITABIRA – Médicos do HNSD seguem com salários atrasados

Representantes da Prefeitura de Itabira e a direção do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) se encontram nesta quarta-feira (28) para discutir maneiras de efetuar o pagamento dos salários atrasados dos médicos do Pronto Socorro Municipal de Itabira (PSMI), que não recebem há dois meses. A situação foi denunciada pelo vereador Agnaldo Vieira Gomes “Enfermeiro” (PRTB) na última reunião da Câmara Municipal. Segundo a direção do HNSD “todas as medidas já estão sendo tomadas para resolver o problema”.

A resposta da instituição foi dada ao jornal Diário de Itabira, em matéria publicada nesta terça-feira (27). De acordo com o diretor executivo do HNSD, Alexandre José da Silva Coelho, os médicos que atendem pela saúde suplementar (plano de saúde) estão com os pagamentos em dia. Já pelo Sistema único de Saúde (SUS), o serviço trabalhado pelos médicos em novembro é auditado em dezembro e faturado em janeiro. O serviço de dezembro é auditado em janeiro e faturado em fevereiro. “Esse débito de janeiro tem previsão para ser faturado no dia 26 de fevereiro. A pendência de dezembro que deveria ser faturada em fevereiro ainda não tem previsão de ser faturada, mas o hospital está trabalhando para sanar estes débitos o quanto antes”, explicou o diretor.

Ainda de acordo com ele, os outros funcionários do hospital estão com os salários em dia. O que contribuiu para o atraso nos salários dos médicos, disse o diretor executivo, foi a dívida deixada pelo governo anterior, de R$ 8 milhões, por meio de um convênio.

“A administração municipal passada deixou um débito de R$ 8 milhões com o HNSD de um convênio, o que gerou grande impacto no financeiro do hospital. A mesa diretora, bem como o provedor, vêm lutando incansavelmente para diminuir este impacto ao longo dos últimos dois anos”, garantiu Alexandre Coelho.

Em relação aos médicos que se desligaram da instituição, o diretor executivo confirmou a informação, mas ressaltou que medidas estão sendo tomadas para que os funcionários e os pacientes não saiam prejudicados.

“Alguns médicos saíram sim da instituição. Mas a direção vêm atuando de maneira competente, buscando maneiras de resolver o problema sem afetar outros funcionários e principalmente, sem afetar o atendimento à população. Temos conversado com o nosso corpo clinico com frequência e deixado todos inteirados da situação atual do hospital. Podemos garantir que medidas administrativas estão sendo tomadas para o enfrentamento desta crise, que como já mencionado, é consequência da falta de pagamento de um convênio entre a Prefeitura e o HNSD, desde o governo passado”, concluiu.

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