Minas bate Sesc-RJ no tie-break e conquista o tricampeonato sul-americano

Após 18 anos, o Minas voltou a levantar o troféu do Campeonato Sul-Americano Feminino de Vôlei. Neste sábado, a equipe do técnico Stefano Lavarini enfrentou o atual campeão Sesc-RJ na decisão continental, e venceu o duelo por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 22/25, 25/23, 15/25 e 15/9. Com o triunfo na Arena JK, as minas-tenistas disputarão o Mundial de Clubes, a ser realizado na China, no segundo semestre, em data ainda não definida.

Foi o terceiro título do Minas no Sul-Americano Feminino de Vôlei. Em 1999 e 2000, a equipe de BH chegou a vencer a competição, mas na época o Mundial de Clubes não era disputado. O torneio ficou suspenso de 1995 até 2009. 

Minas vence o Sesc-RJ, do técnico Bernardinho, em jogo decidido no tie-break, e faz a festa na Arena JK (Foto: orlando Bento/Minas)
 
O jogo 
 
O Minas começou a partida nervoso, sem encaixar a recepção, e o Rio virava bolas quase sempre com a oposta Monique Pavão, enquanto a central Mayhara fazia estrago em sua passagem pelo saque. A ponteira norte-americana Newcombe apresentava dificuldades pela equipe minas-tenista. Com isso, as cariocas chegaram a abrir 7/2 no placar.
 
Assim, o técnico Stefano Lavarini parou a partida e pouco tempo depois o Minas iniciou reação, sobretudo com a central Carol Gattaz, que apareceu bem no ataque e ‘fechou a porta’ para o Rio no bloqueio. As mandantes, então, empataram o duelo em 18/18 e virou pouco tempo depois com bloqueio duplo (21/20). Quando a parcial estava em 23/23, as cariocas erraram o ataque, porém, a bola desviou levemente em Newcombe. A arbitragem, no entanto, não percebeu e deu o ponto para às minas-tenistas, que fecharam o set em 25/23.
 
O Minas iniciou a segunda parcial no embalo da primeira. A equipe aproveitou os erros do Rio e chegou a abrir 5/1 no placar. O time do técnico Bernardinho apresentava dificuldades na recepção. Mas durou pouco. O ataque carioca voltou a funcionar e encostaram nas mandantes em 8/7. As cariocas, no entanto, voltaram a cometer erros e deixaram as mineiras abrirem vantagem novamente (14/9).
 
“Água mole pedra dura tanto bate até que fura”. O ditado resume bem a reação do Rio. O ataque carioca persistiu, até que começou a levar a melhor para cima do bloqueio mineiro. Aos poucos foram encostando no Minas no placar, até que fizeram 16/16, e abriram dois pontos de vantagem em seguida. As mandantes até fizeram pressão após ace de Pri Daroit, mas Monique Pavão fechou a parcial para o Rio em 25/22, empatando a partida.

Festa mineira no pódio depois da vitória e a conquista do tri no Sul-Americano: Minas de volta ao Mundial (Foto: Orlando Bento/Minas)
 
Equilíbrio 
 
Assim como no começo da segunda parcial, o terceiro set teve o Minas dominando, com direito a ace de Mara. Mas o Rio foi retomando o controle com ataques incisivos, até virar a parcial em 8/6. Motivo para Stefano Lavarini parar a partida e chamar a atenção das minastenistas, que empataram logo em seguida, fazendo com que o duelo fosse disputado ponto a ponto.
 
O Rio até chegou a abrir dois pontos de vantagem (17/19), mas o Minas buscou não só o empate, mas também como virou o placar. Após ponto de Rosamaria e dois aces de Macris, as mandantes viraram para 20/19. As minastenistas estavam mesmo afiadas no bloqueio. Gabi viu de perto, após a porta fechar para ela em duas vezes seguidas, com Rosamaria e Mara. O volume de ataque do Rio pecou no fim da parcial. Bom para as mineiras, que fizeram 2×1 na partida ao fecharem a parcial em 25/23.
 
O Minas voltou errando bastante no ataque no início do quarto set. O Rio se aproveitou e abriu 7/2 logo de cara, com Monique Pavão como destaque. Mas logo as mandantes conseguiram diminuir a diferença para três pontos. As cariocas, então, administraram a vantagem e a todo momento exploravam o bloqueio adversário.
Gabi, então, se tornou a principal válvula de escape do Rio. A ponteira foi o principal nome da parcial, ajudando a equipe carioca a abrir 19/11 no placar. O Minas, que  apresentava uma grande dificuldade de concentração, até ensaiou uma reação ao marcar três pontos seguidos, mas logo Bernardinho parou o jogo para alertar as cariocas. Elas, então, fecharam o set em 25/15, levando a decisão para o tie-break.
 
Concentração 
 
A equipe minas-tenista voltou mais concentrada para o set decisivo. As meninas do Minas adotaram a estratégia das adversárias no set anterior e passaram a explorar o bloqueio. Logo, abriram 4/2 no placar. O ataque do Rio não encaixava. O bloqueio mineiro era superior. Com isso, o time de Stefano Lavarini fez 8/3 e ganhou ainda mais gás para decidir.
 
O Rio chegou a ensaiar uma reação, fazendo o técnico italiano do Minas parar a partida, mas logo as mandantes voltaram a retomar o controle do jogo. As cariocas a todo momento se deparavam com as ‘portas fechadas’ para a quadra mineira. E um toque na rede de Monique Pavão deram números finais ao jogo: 15/9 no tie-break. (Superesportes)

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