Ao lado de Bahia e Inter, Galo é o clube da Série A que mais trocou de técnico desde o fim de 2015

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Nas últimas duas temporadas, o Atlético se notabilizou por mandar embora os treinadores com poucos meses de trabalho. Oswaldo de Oliveira foi a última ‘vítima’ da falta de paciência da diretoria alvinegra com os comandantes. O site da Itatiaia realizou um levantamento e chegou a conclusão que desde a demissão de Levir Culpi, no fim de novembro de 2015, o Galo acumula a sexta troca de técnico, a maior entre os 20 clubes da Série A, igualando-se a Bahia e Internacional (veja os números ao fim da matéria).

O levantamento da quantidade de trocas nos clubes foi feito a partir da demissão de Levir Culpi, no dia 26 de novembro de 2015, e não considera os interinos que assumiram as equipes enquanto o treinador efetivo não era contratado.

Coincidência ou não, neste período das constantes trocas de treinador, onde o Atlético registra média de um técnico a cada quatro meses, o clube conquistou apenas o Campeonato Mineiro do ano passado – a Copa da Flórida 2016 não entra na contagem por ser um torneio amistoso.

“Todo mundo sabe que, para conquista de título, a continuidade do trabalho é fundamental. Temos que dar o nosso melhor para que, mesmo com essas mudanças, a equipe possa responder rapidamente para que isso não influencie no resultado final ou na temporada inteira. Temos trabalhar bastante e torcer para que um trabalho contínuo aconteça, até para que o nosso desenvolvimento seja contínuo também para fazer grandes jogos dentro de um padrão só”, observou o zagueiro Leonardo Silva em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Para o lateral-direito Carlos César, o momento de cobranças pesa, mas não só para os jogadores. “Até para o treinador que chegar agora (pesa). Pelo fato de não estar permanecendo tanto tempo, o treinador está saindo muito rápido, essa pressão tem afetado muito”, declarou.

“Cada jogador tem que fazer uma análise do que pode melhorar, se é isso que precisa. Se unir mais, se fechar mais para receber melhor essa pressão e estar junto dentro de campo. Para o treinador também poder ter mais tempo de trabalho, ter mais tranquilidade para escolher melhor as peças e colocar o seu plano de jogo”, acrescentou.

Relembre as trocas

Após a saída de Levir, o Atlético contratou Diego Aguirre para dar início à temporada 2016. Mas a passagem do uruguaio pela Cidade do Galo durou menos de cinco meses. Após a eliminação nas quartas de final da Libertadores para o São Paulo, o treinador pediu demissão. Marcelo Oliveira foi contratado para o lugar, mas acabou dispensado em novembro, justamente entre os dois jogos da final da Copa do Brasil contra o Grêmio.

Para 2017, o Atlético conseguiu vencer a concorrência com o Palmeiras e anunciou Roger Machado. Com o treinador gaúcho, o time conquistou o único título neste período de trocas de comando ao vencer o Cruzeiro na decisão do Campeonato Mineiro.

Mas, em julho, Roger foi demitido após uma derrota em casa para o Bahia, no Campeonato Brasileiro. Naquele momento, o Galo estava no meio da disputa das oitavas de final da Libertadores contra o Jorge Wilstermann. O time havia perdido por 1 a 0, no duelo de ida, na Bolívia.

Sem muitas opções no mercado, a diretoria apostou em Rogério Micale, técnico campeão olímpico com a Seleção Brasileira nos Jogos do Rio em 2016 e com identidade com o clube por ter treinado as equipes de base do Galo por alguns anos. Mas o Atlético empatou sem gols com os bolivianos e foi eliminado de forma vexatória da Libertadores 2017.

O time também não emplacou no Campeonato Brasileiro e Micale foi substituído por Oswaldo de Oliveira em setembro. Ao fim da temporada, esperava-se que o novo presidente Sérgio Sette Câmara procurasse um novo treinador, mas Oswaldo foi mantido para 2018. 

Após 20 jogos, sendo cinco oficiais nesta temporada, o comandante carioca foi demitido após o empate por 1 a 1 com o Atlético-AC, pela primeira fase da Copa do Brasil. Depois da partida, Oswaldo bateu boca com o jornalista Léo Gomide durante a entrevista coletiva. Mas, segundo o diretor de futebol Alexandre Gallo, o treinador foi mandado embora por “questão técnica” e não pela briga com o repórter da rádio Inconfidência.

Quantidade de trocas de técnicos nos clubes que disputarão a Série A neste ano desde a demissão de Levir Culpi, no fim de 2015 (não considerando os interinos)

6 trocas – Atlético (vai para a 6ª troca), Bahia e Internacional

5 trocas – Sport

4 trocas – Atlético-PR, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vitória

3 trocas – Botafogo, Cruzeiro, Paraná Clube e Vasco

2 trocas – América, Fluminense e Santos

1 troca – Grêmio

Troca de treinadores nos últimos anos nos clubes que disputarão a Série A em 2018 (não considerando os interinos):

América

Fim de 2015: Givanildo Oliveira
2016: Givanildo Oliveira, Sérgio Vieira, Enderson Moreira
2017: Enderson Moreira
2018: Enderson Moreira

Atlético

Fim de 2015 – Levir Culpi
2016 – Diego Aguirre, Marcelo Oliveira
2017 – Roger Machado, Rogério Micale, Oswaldo de Oliveira
2018 – Oswaldo de Oliveira, ???

Atlético-PR

Fim de 2015 – Cristóvão Borges
2016 – Cristóvão Borges, Paulo Autuori
2017 – Paulo Autuori, Eduardo Baptista, Fabiano Soares
2018 – Fernando Diniz

Bahia

Fim de 2015 – Charles Fabian
2016 – Doriva, Guto Ferreira
2017 – Guto Ferreira, Jorginho, Preto Casagrande, Paulo César Carpegiani
2018 – Guto Ferreira

Botafogo 

Fim de 2015 – Ricardo Gomes
2016 – Ricardo Gomes, Jair Ventura
2017 – Jair Ventura
2018 – Felipe Conceição, Alberto Valentim

Ceará

Fim de 2015: Lisca
2016: Lisca, Sérgio Soares
2017: Gilmar Dal Pozzo, Givanildo Oliveira, Marcelo Chamusca
2018: Marcelo Chamusca

Chapecoense

Fim de 2015: Guto Ferreira
2016: Guto Ferreira, Caio Júnior
2017: Vagner Mancini, Vinícius Eutrópio, Gilson Kleina
2018: Gilson Kleina

Corinthians 

Fim de 2015 – Tite
2016 – Tite, Cristóvão Borges, Fábio Carille, Oswaldo de Oliveira
2017 – Fábio Carille
2018 – Fábio Carille

Cruzeiro

Fim de 2015 – Mano Menezes
2016 – Deivid, Paulo Bento, Mano Menezes
2017 – Mano Menezes
2018 – Mano Menezes

Flamengo

Fim de 2015 – Oswaldo de Oliveira
2016 – Muricy Ramalho, Zé Ricardo
2017 – Zé Ricardo, Reinaldo Rueda
2018 – Reinaldo Rueda, Paulo César Carpegiani

Fluminense 

Fim de 2015 – Eduardo Baptista
2016 – Eduardo Baptista, Levir Culpi
2017 – Abel Braga
2018 – Abel Braga

Grêmio 

Fim de 2015 – Roger Machado
2016 – Roger Machado, Renato Gaúcho
2017 – Renato Gaúcho
2018 – Renato Gaúcho

Internacional 

Fim de 2015 – Argel Fucks
2016 – Argel Fucks, Paulo Roberto Falcão, Celso Roth, Lisca
2017 – Antônio Carlos Zago, Guto Ferreira, Odair Hellmann
2018 – Odair Hellmann

Palmeiras

Fim de 2015 – Marcelo Oliveira
2016 – Marcelo Oliveira, Cuca
2017 – Eduardo Baptista, Cuca, Alberto Valentim (interino)
2018 – Roger Machado

Paraná

Fim de 2015: Claudinei Oliveira
2016: Claudinei Oliveira
2017: Wagner Lopes, Cristian de Souza
2018: Wagner Lopes

Santos

Fim de 2015 – Dorival Júnior
2016 – Dorival Júnior
2017 – Dorival Júnior, Levir Culpi
2018 – Jair Ventura

São Paulo

Fim de 2015 – Doriva
2016 – Edgardo Bauza, Ricardo Gomes
2017 – Rogério Ceni, Dorival Júnior
2018 – Dorival Júnior

Sport

Fim de 2015: Paulo Roberto Falcão
2016: Paulo Roberto Falcão, Oswaldo de Oliveira
2017: Daniel Paulista, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo
2018: Nelsinho Baptista

Vasco

Fim de 2015 – Jorginho
2016 – Jorginho, Cristóvão Borges
2017 – Cristóvão Borges, Milton Mendes, Zé Ricardo
2018 – Zé Ricardo

Vitória

Fim de 2015 – Vagner Mancini
2016 – Vagner Mancini, Argel Fucks
2017 – Argel Fucks, Petkovic, Alexandre Gallo, Vagner Mancini
2018 – Vagner Mancini

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