Cientistas adiantam ‘Relógio do Juízo Final’: faltam 2 minutos para a meia-noite

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G1

Relógio do Juízo Final, uma metáfora que mostra o quanto a humanidade está próxima de destruir o planeta, foi adiantado em meio minuto nesta quinta-feira (25), segundo o Boletim de Cientistas Atômicos.

Agora, o relógio marca 2 minutos para a “meia-noite” -mesmo horário que marcava em 1953, no auge da guerra fria, quando EUA e Rússia testavam bombas termonucleares.

Rachel Bronson, presidente do Boletim de Cientistas Atômicos, disse que o adiantamento em relação a janeiro do ano passado se deve à preocupação crescente com a questão nuclear de Coreia do Norte, Índia, Paquistão e China e à “incerteza” sobre como o governo americano irá lidar com essas questões -“expressa em declarações e tuítes”, em uma referência velada ao presidente americano Donald Trump.

O texto afirma que os mais importantes atores nucleares estão à beira de uma nova corrida armamentista, que deve ser muito cara e pode aumentar o risco de “acidentes e erros de percepção”.

O comitê explicou que o último ano foi “perigoso e caótico”, em que muitos riscos previstos no relatório anterior se realizaram.

O texto apela para que os líderes mundiais se esforcem para se comprometer com um caminho que leve à “saúde e segurança” do planeta.

O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947. Ele sempre focou sua preocupação na questão nuclear, mas, a partir de 2007, os problemas do aquecimento global e das tecnologias emergentes também passaram a ser considerados.Relógio do Juízo Final é adiantado nesta quinta-feira (Foto: Carolyn Kaster/AP)

Relógio do Juízo Final é adiantado nesta quinta-feira (Foto: Carolyn Kaster/AP)

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