Com empréstimo de Marcos Rocha, Atlético alivia caixa, mas fica sem reposição à altura

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Marcos Rocha deixa o Galo por um ano, mas disputará sua sexta Libertadores consecutiva

Foram 12 anos no Atlético, com mais de 300 jogos e seis temporadas inteiras como titular da posição. Um dos poucos remanescentes do título da Copa Libertadores de 2013, o lateral-direito Marcos Rocha encerrou ontem o ciclo com a camisa alvinegra ao ser confirmado como novo reforço do Palmeiras em 2018. O jogador de 29 anos renovou o contrato com o Galo até o fim de 2019 e será emprestado ao time paulista por um ano, numa troca pelo atacante Roger Guedes, de 21, que vinha sendo observado pelos dirigentes alvinegros desde o fim do Campeonato Brasileiro e também assinará contrato até dezembro do ano que vem.

A saída de Marcos Rocha, aparentemente, cria um problema para o técnico Oswaldo de Oliveira. A equipe contará com outros três atletas para o setor, mas nenhum teve desempenho satisfatório em 2017. Novo reforço e principal candidato a titular, Samuel Xavier viveu altos e baixos no Sport e terminou o ano na reserva na disputa do último Nacional. Substituto habitual de Rocha, Carlos César sofreu cirurgia no tornozelo esquerdo no começo de maio e não voltou a jogar. E o prata da casa Alex Silva não conseguiu se firmar e também passou por cirurgia no joelho no fim deste ano.

Ao lado do goleiro Victor, do zagueiro Leonardo Silva e do atacante Luan, Rocha era dos poucos remanescentes do time campeão sul-americano há quatro anos. A troca de Rocha por Guedes ajudará o Atlético a economizar cerca de R$ 150 mil mensais com salários e direitos de imagem. Além disso, a chegada do atacante possibilitará que o clube mineiro qualifique o setor ofensivo com um jogador de velocidade, uma carência na atual temporada.

Marcos Rocha se despediu dos torcedores do Atlético numa rede social. “Não tenho palavras pra descrever tudo que sinto, que penso e que tenho pra dizer sobre o tamanho da minha gratidão e carinho por você, Atlético, um clube que me deu a chance de chegar onde nunca imaginei, ser campeão de diversos títulos, chegar à Seleção Brasileira, ser por diversas vezes o melhor lateral-direito do Brasil, a viver o melhor do futebol, todas as vitórias que juntos conseguimos e o que aprendemos a cada derrota. Fica aqui o meu agradecimento por essas seis temporadas consecutivas, onde eu tentei honrar essa camisa e levar alegria para todos vocês, torcedores e admiradores do meu trabalho, funcionários e amigos”, escreveu o atleta, que, em seguida, postou a primeira mensagem como atleta do Palmeiras: “Torcedor palmeirense, tô muito feliz com o acerto e motivado para que o ano de 2018 seja muito especial”.

Se o Atlético não conseguiu vaga na Copa Libertadores, Marcos Rocha vai disputar a competição pela sexta vez consecutiva na carreira. Com a mudança de ares, ele e o Atlético esperam uma valorização já pensando numa transferência para o futebol europeu, que renderia recursos ao Galo e realizaria o sonho pessoal do atleta. Rocha chega ao Palmeiras com passe fixado.

O camisa 2 chegou aos profissionais do Atlético em 2008 e logo foi emprestado ao Uberlândia para ganhar experiência. De volta ao Galo na temporada seguinte, conseguiu ser titular, mas foi cedido à Ponte Preta e, em seguida, ao América. Só conseguiu espaço quando foi reintegrado ao time alvinegro pelo técnico Cuca. Em certos momentos, foi duramente criticado pela torcida pelas falhas na cobertura e por deixar espaços. Por outro lado, conseguiu êxito em campo: além dos títulos da Libertadores e da Copa do Brasil de 2014, ele foi eleito o melhor da posição nos Brasileiros de 2012, 2013, 2014 e 2015.

Atleta importante na conquista do Brasileiro de 2016 pelo Palmeiras, Roger Guedes tenta, no Atlético, recuperar o prestígio depois de problemas extracampo nesta temporada. O atacante se envolveu em atrito com Felipe Melo num treino do Palmeiras, ainda na disputa da Libertadores, e perdeu espaço no grupo. Nesta janela de transferências, o Palmeiras já emprestou três jogadores para o Atlético. Antes, o clube cedeu o volante Arouca e o atacante Erik ao Galo, exatamente o limite permitido pela CBF.

Depois de 12 anos…

306 jogos
13 gols
12 anos no clube
6 temporadas como titular
7 títulos
(Libertadores, Copa do Brasil, Recopa e quatro mineiros)

Super Esporte

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