Itabira, Política

Neidson defende participação maior da Vale na consolidação da Unifei

Professor Henrique Duarte Carvalho

Pesquisa apresentada durante a reunião da Câmara Municipal mostra impactos positivos da instituição na economia local

Durante a reunião da Câmara Municipal de Itabira, nesta terça-feira, 31 de outubro, uma equipe da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) apresentou uma pesquisa que mostra o quanto a instituição contribui para a economia do município – e o quanto ainda pode contribuir. Segundo o professor Henrique Duarte Carvalho, que apresentou os dados, o impacto econômico por ano na cidade é de quase R$ 52 milhões. A soma inclui gastos dos alunos, servidores e da própria universidade na aquisição de produtos e serviços.

O professor afirmou que a Unifei pode participar muito mais do desenvolvimento de Itabira se o campus for concluído seguindo o projeto arquitetônico original para 10 mil alunos. Neste cenário, a movimentação econômica chegaria a R$ 205 milhões por ano.

Repactuação

Ao ouvir o diretor da Unifei, Dair José de Oliveira, sobre a necessidade de uma união de esforços pela construção dos prédios da instituição, o presidente Neidson Dias Freitas (PP) afirmou que é preciso rever o pacto feito entre a Vale, o Governo Federal e a Prefeitura. Na época em que se negociou o acordo pela implantação da universidade, a Vale se responsabilizou pelos laboratórios, a Prefeitura pelas edificações e o Governo Federal pelo custeio do funcionamento.

Diretor da Unifei, Dair José de Oliveira

Neidson defende uma participação mais justa da Vale na divisão das faturas. Os laboratórios, que são de responsabilidade da empresa, custam cerca de R$ 40 milhões, conforme o diretor Dair Oliveira. O restante do campus (a cargo da Prefeitura) demanda aportes da ordem de R$ 400 milhões. “Essa divisão precisa ser refeita e a Vale tem de assumir uma fatia maior. Tanto que do jeito que está o projeto não está andando”, afirmou o presidente, apoiado por outros vereadores.

Presidente Neidson Dias Freitas (PP)

Fiscalização do Procon

Na pauta de votações, a Câmara aprovou o Projeto de Lei 82/2017 que institui a atividade fiscalizadora dentro do Procon Municipal. A proposta cria uma Diretoria de Fiscalização e Educação para o Consumo que será responsável por receber denúncias e verificar casos de abusos contra o consumidor.

A mudança não gera custos para o município, já que os fiscais designados para o trabalho de campo serão escolhidos entre os próprios servidores da Prefeitura. De acordo com o secretário-executivo do Procon, Fabrício Chaves Pinto, uma parceria será firmada com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente para capacitar os profissionais.

Acolher

Em segunda discussão e votação, voltou à pauta o projeto que declara de Utilidade Pública Municipal o Instituto Acolher. A entidade, criada por iniciativa do pastor Flávio Márcio de Souza Nascimento, distribui cestas básicas para famílias carentes, promove visitas em presídios e mantém a  Escola Pais e Filhos. Com a aprovação do projeto, o Instituto Acolher poderá, por exemplo, buscar recursos junto ao poder público para o desenvolvimento de suas atividades.

Conselho

Foi aprovado também o Projeto de Lei 90/2017, que mexe no Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência. A proposta, que substitui a lei que criou o conselho em 2005, adiciona duas cadeiras ao órgão: uma para representante da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e outra para instituições de ensino superior de Itabira.

Pedidos de vista

Os outros quatro dos sete projetos da pauta foram retirados para vista. O 88/2017, que altera a forma de cobrança do IPTU e do ISS, saiu a pedido do vereador Ronaldo Meireles de Sena, Capoeira (PV).

O Projeto de Lei 89/2017, que modifica o método de cobrança da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (CIP), recebeu pedido de vista do vereador Weverton Leandro dos Santos Andrade, Vetão (PSB).

O aumento do limite de remanejamento de verba de 25% para 35% (PL 9 1/2017) recebeu três pedidos de vista: dos vereadores André Viana Madeira (Podemos), Reginaldo das Mercês Santos (PTB) e Weverton Vetão. E por último, saiu de pauta os relatórios contábeis da Câmara (Projeto de Resolução 85/2017) referentes a setembro, a pedido de Reginaldo Santos.

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