CAMPANHA SALARIAL – Vale se compromete a não aplicar reforma trabalhista, diz sindicato

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Foto: divulgação

O grupo Unidade Sindical, formado pelo Sindicato Metabase de Itabira e Região, Sindicato dos Ferroviários do Maranhão (Stefem), Sindicato dos Ferroviários do Espirito Santo (Sindfer) e o Sindicato dos Trabalhadores na Extração de Minério do Rio de Janeiro (SindMinario),reuniu-se na manhã desta quarta-feira (4) para abertura das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a Vale.

No primeiro encontro, a empresa se comprometeu a não aplicar as mudanças da reforma trabalhista e cedeu às pressões feitas pelos dirigentes sindicais.

Durante a negociação, a Valeaceitou a prorrogação da vigência do ACT atual até o dia 30 de novembro, mantendo a data base no dia 1º de novembro e a vigência do acordo por um ano. Também aceitou a manutenção do plano de saúde, porém a empresa afirmou que pretende fazer propostas de ajustes no plano odontológico. A principal proposta aceita pela Vale foi incluir neste acordo apenas os pontos que forem de consenso entre a empresa e os sindicatos.

Após acordo com os sindicalistas, um novo encontro acontece nos dias 17 e 18 de outubro, com a discussão inicial pelas cláusulas econômicas.

Em relação as horas in itinere, que são as horas extras contabilizadas quando o empregado se desloca de sua residência ao trabalho e vice e versa, em Itabira não entra no acordo coletivo. Por tanto a direção do Metabase está exigindo da empresa a manutenção deste benefício e a sua inclusão nas negociações do acordo específico.

Pauta-Dentre as principais reivindicações econômicas feitas à Vale, a Unidade Sindical cobra o reajuste salarial de todos os empregados, mediante aplicação de 100% da inflação acumulada, apurada peloÍndice Nacional de Preço ao Consumidor(INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de novembro de 2016 a 31 de outubro de 2017, mais 5% de ganho real.

O piso salarial cobrado pelo grupo é de R$ 3.744,83 decorrente do incremento do reajuste inflacionário devido pela empresa aos trabalhadores e ainda com base na média nacional dos pisos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (DIEESE).

Quanto ao cartão alimentação, a Unidade Sindical cobra um repasse de R$ 1.135,58. Este valor se referência principalmente pela pesquisa nacional da cesta básica do Dieese para uma pessoa, aplicado para número médio de pessoas por domicílio.

Na pauta de negociação também foi cobrado a manutenção de todos os direitos e benefícios que estão no acordo em vigência. Estas cláusulas impedem que a Vale coloque em prática ações que prejudiquem os trabalhadores, devido a nova legislação trabalhista.

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