Douglas Freire – Afinal, o que querem as pessoas? O que você quer?

Maycon Douglas Romano Freire, 24 anos, Técnico em administração Graduando em Bacharelado de administração.
Maycon Douglas Romano Freire,
24 anos, Técnico em administração
Graduando em Bacharelado de administração.

Ganhar na loteria, comprar uma casa, um carro, emagrecer, realizar viagens inesquecíveis, conseguir um bom casamento, ter o chamado “padrão de vida” junto ao emprego estável, um mundo melhor, poder ir para uma ilha deserta e ficar nu. Enfim… São vários os fatores comuns entre os desejos primários das pessoas.

Vamos analisar na prática as peculiaridades, nuances e contradições que ocorrem nas entrelinhas do que “as pessoas realmente querem”.

Primeiramente, precisamos parar e refletir se esses desejos acima descritos são realmente os fatores que quando alcançados, irão determinar a felicidade pessoal e o futuro cumprido. Às vezes, a dificuldade de enxergar e valorizar o que já temos de sólido na vida é o principal erro que cometemos com nós mesmos, pois, nesse ato se cria uma ilusão e deslumbramento que, quando evoluímos de fase (seja a obtenção dos desejos ou a mudança da condição que tinha), vem àquela sensação: “era mais feliz antes de ter isso, ou, era mais feliz com a vida que tinha”.

Nesse aspecto, vejo que sim, é importante correr atrás, buscar os objetivos que se quer alcançar na vida, mas, a minha dica é a seguinte: não se esqueça de que, enquanto estiver buscando os seus objetivos, há um considerável período de tempo entre a busca e a realização; e é nessa fase que se precisa ter tal visão das coisas como abordado, para manter o equilíbrio não deixando de viver intensamente e ser feliz na sua realidade, no presente.

Sabemos que nós, seres humanos, nunca estamos plenamente satisfeitos com as coisas e temos um automatismo incorreto de estar sempre indo atrás de subterfúgios que justifiquem nossas reclamações e pontos de vista negativos. Nisso, é importante que tenhamos certos ‘tinos’ que geralmente não percebemos e ocorrem as contradições em situações como as exemplificadas a seguir – (o que enfatiza a pergunta ‘o que as pessoas realmente querem’)?

O indivíduo finalmente consegue adquirir seu veículo próprio, certo tempo depois começa a reclamar que está engordando por falta de caminhar e que se sente isolado – por não ter mais o contato direto com pessoas diferentes como nas ruas, ônibus, etc. As pessoas que buscam um emprego e, quando conseguem, pouco tempo depois reclamam do salário e que está trabalhando demais. Alguns fazem até promessa para ter uma relação amorosa estável, e tempo após quando conseguem, reclamam, querem sair com os amigos para festas e acham chato ficar em casa assistindo filme. Como também aqueles que, trabalham duro o ano todo para conseguir viajar para o litoral nas férias, 10 dias na praia e, quando lá está, no terceiro dia já reclama que não tem nada pra fazer e o tempo não passa. E o que falar das pessoas que querem um mundo melhor, mas diz odiar ou não

se interessar por política (que é a ferramenta existente que decide tudo que nos envolve e tem o poder para fazer o bem, ajudar). Muita gente quer ter oportunidades e crescer, mas… Na hora de lutar por isso, pagar o preço, abrir mão de muita coisa “boa” da vida, se expor em público (estando sujeito ao julgamento das pessoas), não fazem, ou, não dão o máximo de si todos os dias em relação ao que se propôs a fazer.

Eu só poderia terminar esse artigo com uma pergunta: o que as pessoas realmente querem? Vamos entender de vez que, todos nós somos simples seres humanos e, ninguém é melhor ou pior do que o outro, sendo tudo na vida passageiro, inclusive a própria vida! E fazer aquilo que Deus de forma gratuita e com grande amor nos permite desenvolver e ser para conosco mesmos e nosso próximo, só depende das nossas escolhas. Cada ser humano possui entre 500 e 700 habilidades, potências, que não são explorados ou mesmo conhecidos pela grande maioria das pessoas. Aceitar a nossa condição como seres humanos (o que significa entender o todo que nos envolve) é o grande e importante passo para evolução de nossa consciência e consequente equilíbrio emocional, o que nos levará a responder a pergunta desse artigo em nosso dia-a-dia.

Fale com o colunista: douglasfreire25@gmail.com

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